RESUMO DO LIVRO OS CLÁSSICOS DA POLÍTICA - 1





Alunos: Celso Ferreira dos Santos
              Thais Regine
              Jessica Freitas Sampaio
              Everaldo F. Oliveira
              Julianne Lori
               Mauro Vinicius



São Paulo
2014


Maquiavel:


Maquiavel: “O cidadão sem fortuna o intelectual de virtu.”
Nicolau Maquiavel, nasceu em Florença na Itália, em 3 de maio de 1469, muito bem educado por seu pai, um advogado, que se empenhou em dar-lhe uma educação clássica . Maquiavel viveu ate os 25 anos em certa tranqüilidade em questão ao Estado, devido aos esforços de Lourenço o Magnífico, mas a partir de 1494 aconteceu uma verdadeira turbulência na gestão, pois a maior parte dos governantes não conseguia manter o poder por mais que dois meses. Mas somente as 29 anos teve-se noticias que Maquiavel começou a exercer uma função de destaque na vida pública, neste ano Savonarola é deposto, enforcado e queimado, o próprio iria substituir os Médicis, então Maquiavel passa a ocupar a segunda chancelaria, posição que lhe fornecia considerável responsabilidade na administração do Estado. Em1512 Maquiavel é demitido do seu cargo após os Médicis recuperarem o poder e voltarem para Florença, então a república é dissolvida. Maquiavel foi então demitido e proibido de sair do território florentino, ficando também proibido de acessar qualquer prédio público. Em 1513 foi acusado de pertencer a uma conspiração contra o governo dos Médicis, foi condenado a prisão, torturado e teve que pagar uma pesada multa. Neste mesmo ano os Médicis conseguem uma poderosa vitória, pois o cardeal Giovanni de Médicis transforma-se no papa Leão X, neste contexto o população que antes era inversa a família Médicis, devido a derrubada da república, passa a saudar seus novos chefes. Neste período Maquiavel conseguiu com interferência do embaixador de Roma, seu amigo Vettori, sua libertação e uma possível volta a vida pública, mas essa ultima é em vão. Não podendo sair de sua terra e também não podendo exercer sua profissão por imposição dos governantes atuais, passa a viver de forma simples em São Casciano, terra herdada de seus pais e avos, nesta face de sua vida passa a se ocupar de estudar os clássicos e viver modestamente. Neste retiro forçado Maquiavel escreve umas das suas mais grandiosas obras, “O Príncipe”, dentre outros, onde ele mesmo descreve no trecho a seguir como utilizava seu tempo para fazer o que realmente gostava: Chegando a noite, volto á minha casa e entro no meu gabinete de trabalho. Tiro minhas roupas cobertas de pó e visto as minhas vestes dignas das cortes reais e pontifícias. Assim, convenientemente trajado, visito as cortes principescas dos gregos e romanos antigos. Sou afetuosamente recebido por ele e me nutro do único alimento a mim apropriado e para o qual nasci. Não me acanho ao falar-lhes e pergunto das razões de suas ações; e eles, com toda humanidade, me respondem. Então durante 4 horas não sinto sofrimentos, esqueço todos os desgostos, não me lembro da pobreza e nem a morte me atemoriza [...]. (Carta a F. Vettori, de 10-12-1513) Em 1520 Maquiavel tenta de todas as formas voltar a vida pública, dedicando aos Médicis seu livro e pedindo intervenção dos amigos, mas os dirigentes não foram compassivos com seus pedidos pois o achavam ele era republicano. Neste mesmo ano a Universidade de Florença, encarrega-o de escrever sobre Florença, desta missão nasce sua ultima obra. Mas em 1527 com a restauração da republica, Maquiavel acreditara que seus infortúnios acabariam, mas foi considerado pelos jovens republicanos como uma pessoa que tinha ligações com os tiranos depostos, pois os mesmos havia lhe incumbido de escrever sobre Florença, não tendo mais forças para lutar contra as declarações que era um inimigo da republica, adoece e morri em junho.

A verdade efetiva das coisas:
Para Maquiavel o melhor Estado seria aquele que nunca existiu capaz de impor a ordem, não o Estado que todos estavam acostumados por séculos, negando assim a tradição idealista de Platão, Aristóteles e Santo Tómas de Aquino, que seguiam a metodologia de um reino do dever ser e começa uma nova ideologia, inaugurada pelos historiadores Tácito, Políbio, Tucídes e Tito Livio, que seria de um reino do ser, na realidade. Seguindo do ponto de partida que seria a realidade concreta, o que enfatizava a Veritá effetuale, a verdadeira efetividade das coisas, pois para Maquiavel teríamos que ver as coisas como elas são, e não como gostaríamos que elas fossem. Com essa nova filosofia de estudar e fazer a política coloca fim na ideologia de que a ordem é natural e eterna, como citado abaixo: A ordem, produto necessário da política, não é natural, nem a materialização de uma vontade extraterrena, e tampouco resulta do jogo de dados do acaso. Ao contrario, a ordem tem um imperativo: deve ser construída pelos homens para se evitar o caos e a barbárie, e, uma vez alcançada, ela não será definida, pois há sempre, em germe, o seu trabalho em negativo, isto é, a ameaça de que seja desfeita. (Weffort, C. Francisco, Os Clássicos da Política, volume 1, pag. 18) Maquiavel começa então a reinterpretar a questão da política, e nos fala sobre um assunto que fascina e atraem, sobre o poder que todos sentem, mas não conhecem, mas para conhecê-lo é preciso abrir mão da certeza, de que nada é estável e que o espaço da política se finda de derivações de distintos seguimentos dos que norteia a vida privada. E define que: O mundo da política não conduz aos céus, mas sua ausência é o pior dos infernos.

Natureza Humana e História:
Maquiavel manteve um imenso dialogo com os clássicos e com sua pratica na vida pública, o levou a afirmar que os homens e todas as épocas e todos as partes, carregam traços contínuos e afirma que os homens: “são ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos, ávidos de lucro” (O príncipe, cap. XVII).
Anarquia x Principado e República
Para Maquiavel existem duas formas de sociedades, “uma das quais provém de não desejar o povo ser dominado nem oprimido pelos grandes, e a outra de quererem os grandes dominar e oprimir o povo” (O príncipe, cap. IX). Nota-se que as duas vertentes em questão as sociedades, uma querendo ser dominar e a outra querendo não ser dominada. O grande desafio então é estabelecer instabilidade de forças. Para Maquiavel tudo se resume em o Principado e a República. Assim , quando a nação encontra-se ameaçada de deterioração, quando corrupção alastrou-se, é necessário um governo forte, que crie e coloque seus instrumentos de poder para inibir a vitalidade das forças desagregadoras e centrífugas. O príncipe não é um ditador, é, mais propriamente, um fundador do Estado, um agente de transição numa fase em que a nação se acha ameaçada de decomposição. “Quando, ao contrario, a sociedade já encontrou formas de equilíbrio, o poder político cumpriu sua função regeneradora e ‘educadora”, ela esta preparada para a República. Desta forma a sociedade se vê virtuosa, pois os conflitos geram uma cidadania ativa. Na face em que viveu, a Itália se via corrompida e suscetível a ameaças externas, neste momento era preciso o surgimento de um Príncipe, virtuoso e capaz de fundar um Estado, o que para Maquiavel seria a liberdade.

Virtú X Fortuna
Para Maquiavel os homens eram predestinados a ocupar os cargos públicos, isso seria um dogma a ser enfrentado, pois para assumir uma atividade política o homem teria que estar livre de freios extraterrenos, teria que ser o sujeito da história, para isso ele teria que ter a Virtú, no caso o domínio sobre a fortuna. Neste aspecto Maquiavel recorreu aos historiadores clássicos para entender o pensar na Virtú e a fortuna, pois para os clássicos a Fortuna era uma deusa boa, que possuía os bens de todos os homens que desejava, portanto uma deusa que seria importante sua simpatia seria uma aliada para que consiga conquistar a honra, a riqueza e poder. Como era uma deusa mulher era necessário conquistá-la, e para isso seria necessário um homem de virilidade e coragem. No entanto o homem que possui se a virtú, teria no mais alto grau, seria presenteado com os presentes da deusa fortuna. Maquiavel inicia o penúltimo capítulo de O Príncipe referindo-se à crença na fatalidade e na impossibilidade dos homens alterarem o seu curso. Ele faz esta afirmação para poder desenvolver os argumentos de discordância. Nesta imagem não cabe a idéia de virtude cristã. O poder que nasce da própria natureza humana e encontra seu fundamento na força é redefinido. Trata-se da utilização virtuosa da força. O governante é aquele que demonstra ter virtù, sendo assim capaz de manter o domínio adquirido e se não o amor, pelos menos o respeito dos governados. Assim, Maquiavel sublinha que o poder se funda na força, mas é necessário virtù para se manter neste. Consequentemente, sem tal atributo, sem boas leis geradoras de boas instituições e sem boas armas, um poder rival poderá impor-se. A virtù é a chave do sucesso do Príncipe. Sucesso que tem como medida política a manutenção da conquista.

Considerações da obra
Maquiavel recomenda aos príncipes que conquistaram regiões de língua, cultura e instituições diversas que lá residam, além de mandar colonizar algumas regiões chaves do principado recém-adquirido. Essa opção se mostra melhor à ocupação com tropas do exército pelo fato destas se mostrarem mais caras ao mesmo tempo em que se aumenta o número de prejudicados, pois as tropas terão que desalojar particulares, tornando a todos esses seus inimigos. Com a colonização, transformaria a todos em fortes aliados, havendo apenas alguns prejudicados que, dispersos e tomados pela pobreza, não representariam nenhuma ameaça ao Estado. Ele defende que a ofensa a um homem seja tão forte que ele não possa esboçar uma reação, pois das ofensas leves eles se vingariam. Quando se conquista um país acostumado a viver sob suas próprias leis, cabe ao príncipe para conservá-lo: destruí-lo, morar nele ou deixá-lo livre, aplicando-lhe um tributo e estabelecendo nele um governo de poucas pessoas para mantê-lo fiel ao conquistador. Para manterem-se os principados novos, o príncipe encontrará dificuldades menores ou maiores de acordo com a sua virtù. O principado se origina ou pela vontade do povo ou pela vontade dos magnatas. No primeiro caso se dá para que se evite o domínio dele pelos outros. No caso do poder conquistado através dos magnatas, o príncipe sobre para que através de sua figura se faça representar o interesse desses. Quando se chega ao poder como apoio dos magnatas, é mais difícil se conservar nele, porque o príncipe é cercado de muitos que a ele se julgam iguais e por isso não pode mantê-los sob seu jugo absoluto. Quando, ao contrário, chega o príncipe ao poder por meio do povo (vulgo) não encontra ninguém que não esteja disposto a obedecer-lhe. Contudo, quando chegar ao poder através dos magnatas, deve o príncipe tratar de conquistar a simpatia do povo, de modo que os homens quando não esperam ganhar o bem, mas ganham, mostram-se mais agradecidos do que se o esperassem, tornando-se o príncipe mais querido por eles do que se houvesse chegado ao poder por meio deles. Quando exercendo o poder de forma absoluta, o príncipe depende mais dos seus funcionários, diluindo o seu poder e a imperatividade de suas vontades diante dos seus súditos. Portanto, o príncipe deve fazer com que seus súditos tenham pela figura dele e do Estado extrema necessidade, para que em tempos de crise não seja abandonado por eles. Maquiavel coloca como alicerces de um bom principado as boas leis e os exércitos. Por isso, não deve o príncipe envolver-se em outra arte que não a da guerra. Ele defende que o homem, vivendo num mundo em que os outros são maus, quando segue o caminho da bondade absoluta, fomenta sua própria perdição. Por isso, deve o príncipe deve aprender os meios de não ser bom e valer-se deles nos casos de necessidade, adequando-se às contingências. Como não é possível ao príncipe possuir todas as boas qualidades (virtudes) ele deve tratar defazer esconder aquelas que podem lhe trazer a perda do Estado. Há duas formas de combater: uma com as leis e a outra com a força. O primeiro é próprio do homem e o segundo dos animais. O autor faz mister que o príncipe saiba revestir os seus modos de ambos os elementos, adotando ao mesmo tempo índole de leão e de raposa, pois sabe a raposa descobrir armadilhas e o leão amedrontar os lobos. Não deve o príncipe manter-se fiel às suas promessas quando essas lhe trouxerem prejuízos, uma vez passadas as suas causas. Maquiavel atribui à simplicidade dos homens e ao seu apego às necessidades presentes a sua facilidade em serem enganados. Diante disso, não é necessário ao príncipe possuir todas as boas qualidades, mas deve parecer tê-las. Deve saber ser sábio, leal, clemente, piedoso embora em certas circunstâncias deva ser o inverso. Ele deve, sempre que possível, manter-se no caminho do bem, mas deve estar preparado para, quando necessário, enveredar-se pelo caminho do mal. Ele deve fazer com que seus súditos vejam nele a personificação da clemência, brandura, lealdade, retidão e da religiosidade, principalmente a última. Principalmente deve fazê-los ver, pois cada qual vê o que parecemos ver, mas poucos sentem o que realmente somos. O vulgo sempre se deixa seduzir por aparências e resultados. Para evitar o ódio dos seus súditos o príncipe deve evitar tomar-lhes as mulheres e os bens, pois nada ofende mais aos homens que lhes tomar seus pertences e tocar-lhes a honra. Para ganhar suaconfiança, deve o príncipe armar seus súditos, e não desarmá-los, para que se lhes converta em partidários. Nada se faz admirar a um príncipe mais do que as grandes conquistas e empresas e uma forte tomada de posições perante os outros – seja como amigo ou como inimigo. Deve incutir nos seus súditos a certeza de que podem exercer seus ofícios livremente, para que não lhes faça abafar a atividade econômica por medo dos impostos. O príncipe também deve distrair os seus súditos freqüentemente. Maquiavel ainda atribui relevante importância ao livre-arbítrio no momento em que, sendo a fortuna responsável por metade do nosso destino. Cabe ao príncipe, através da virtù, prevenir-se do mal que pode ser trazido pela fortuna, como abrir diques para conter a água de um rio que estaria fadado a transbordar. Quanto à liberdade, Maquiavel determina que o príncipe não deve punir aquele que haja cometido uma ação ilegal com fins de construir. É razoável que o povo por estar do lado que não deseja ser oprimido, logre maior êxito na manutenção da liberdade. O príncipe para organizar o Estado deve criar instituições que o deixe forte, que impute a obediência no povo, de modo que não se sustente apenas na figura do príncipe a estrutura do Estado. Maquiavel ainda diz que, no caso de uma sociedade madura e organizada ela seria mais bem governada através da república, enquanto àquelas cujo seio está corrompido cabe ao principado o papel de organizá-las e prepará-las para a república. Conclusão A relevância da obra na atualidade parece ser a quebra do paradigma da virtude absoluta dos governantes. Maquiavel ilustra como essas virtudes devem ser dissimuladas para que os fins pretendidos pelos governantes sejam alcançados. Virtudes que devem ser vistas pelo povo, e então admiradas, mesmo que não existam de fato, inclusive exercendo qualidades opostas quando necessário. Ele caracteriza os homens como maus por natureza e por agirem irracionalmente. Para tal, deve o príncipe combinar habilidades de força e dissimulação, e saber aplicá-las com sensatez. Outro importante elemento é que a força de um príncipe se sustenta no apoio que lhe é dado pelo povo. Esse apoio deve ser conquistado mostrando-lhes qualidades que lhes parecem próprias de um governante virtuoso. Mostrando-se benevolente e piedoso para com os súditos, auferindo assim sua lealdade. Uma outra forma apontada por ele para conquistar o povo são os grandes feitos. Outro traço caracterizado pela obra é que, para o autor, há sempre a tensão entre o povo oprimido e o magnata opressor, e é dessa tensão constante que surge o poder príncipe, sustentando-se na aparência de boas virtudes e na combinação da aplicação destas com seu oposto. • “o príncipe deve apoiar o seu poder na amizade a na admiração do povo”; • “o príncipe deve aparentar ter as qualidades apreciadas pelos homens, e minimizar aquelas que podem derrubá-lo do poder”; • “deve o príncipe aprender as formas de ser mau, e sê-lo quando necessário


Thomas Hobbes:

Thomas Hobbes (1587-1679), foi um filósofo inglês que viveu no século XVII, e teve seu maior reconhecimento pelas obra “O Leviatã” onde expõe os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades. Assim como Locke, o Hobbes também é contratualista, ou seja, para ele a origem do homem e/ou da sociedade se deu por um contrato. Todavia não há como explicar a necessidade do contrato sem falar sobre o estado de guerra que se dá pelo fato de um homem não saber o que se passa na cabeça do outro e num modo de anular a tentativa que o outro possa ter de ataca-lo ele toma essa iniciativa e o ataca primeiro. Assim se generaliza a guerra, então cria-se o Estado (artificial, uma vez que os homens abriram mão do estado de natureza) para controlar e reprimir, afim de que não seja racional para o homem atacar o próximo. ou seja, numa condição de guerra generalizada, só passível de ser controlada, através de um contrato, todos os homens abriram mão de seus direitos naturais para que, com a escolha de um governante, esse estado de guerra seja controlado.
Na sua filosofia, Hobbes demonstra sua ideia de que o homem, antes da formação do Estado, vivia em seu estado natural, todavia esse estado natural não significa que ele era um selvagem, pelo contrário, o homem do qual ele se tratava é o mesmo dos nossos dias. Para ele, a natureza não pode ser mudada ao longo da história, história não muda o estado de natureza, todo homem tem direito a tudo: o direito natural, ou jus naturale, é a liberdade que cada homem tem de usar o seu poder para preservar sua própria natureza, da maneira que quiser, e fazer tudo aquilo que seu julgamento e razão indiquem como meios adequados a esse fim.
Ele diz que os homens são tão iguais que não cabe a nenhum reclamar qualquer benefício a outro que este também não possa reclamar para si. Também são iguais quanto às faculdades de espírito, pois a prudência se adquire com o tempo e com a dedicação naquelas coisas a que se dedicam. Alguns podem se opor a essa idéia simplesmente por acharem, por vaidade, que sua sabedoria se eleva à dos seus comuns. Isso porque vêem sua sabedoria de perto, enquanto a dos outros homens à distância.
Para Hobbes, a melhor forma de garantir a própria vida é a antecipação pela força ou pela esperteza, de modo que nenhum outro consiga ameaçar a sua vida. Ele coloca que o homem não sente prazer da companhia dos outros quando não existe um poder capaz de manter a todos em respeito. Os homens esperam dos outros o que ele pensa sobre ele mesmo. Assim, encontramos três causas principais para a discórdia entre os homens: a competição que é o que leva a atacar o outro; a desconfiança, que faz com que o homem se defenda e a glória, que o leva a atacar o outro a troco de pouca coisa. Enquanto não existe um poder comum capaz de estabelecer o respeito entre todos, o homem vive num estado de disposição para guerra.
Hobbes choca aos seus leitores quando rebate o conceito de Aristóteles de que o homem é um animal social, afirmando que as pessoas preferem não ver essa tensão constante entre os homens, considerando as relações sociais como harmônicas. Ele demonstra isso quando questiona: se os homens são tão bons, por que eles trancam suas casas? Para isso ele pede que cada qual olhe para si mesmo e reconheça em si o que deverá ver no outro para assim identificar o foco do conflito e contê-lo. Aquele que vai governar uma nação deve ler nele mesmo o gênero humano.
O homem para Hobbes não almeja os bens mais do que a honra. Como foi dito, é em ninharias, nas poucas coisas, na busca de glória, que os homens se atacam. O mais importante para eles é ter os sinais de honra, porque a honra é um valor atribuído a alguém em razão das suas aparências.
A lei da natureza coloca que a todo homem se proíbe fazer qualquer coisa que possa destruir sua vida ou privá-lo dos meios necessários para preservá-la, ou omitir aquilo que pense poder contribuir para melhor preservá-la. O direito implica a liberdade de fazer ou de omitir, enquanto a lei obriga a uma dessas duas coisas.
Assim, todo homem deve esforçar-se pela paz (lei da natureza), na medida em que tenha esperança de consegui-la, e caso não consiga pode procurar e usar todas as ajudas e vantagens da guerra (direito de natureza). Ainda, é preciso um Estado dotado da espada, armado para forçar os homens ao respeito. Esse pacto sem a espada não passa de palavras, pois essa lei de natureza (fazer ao outro o que queremos que nos façam) vai contra as nossas paixões naturais.
Hobbes coloca que o Estado é a condição de existir da sociedade, e a única forma de instituir tal poder é conferir a um único homem toda a força e poder de modo a reduzir todas as vontades dos homens a uma só. Este é o soberano que irá garantir a paz e segurança de todos. A esse soberano é conferido o poder de usar a força e os recursos, da maneira que considerar conveniente, para assegurar a paz e a defesa comum. O poder do soberano tem que ser ilimitado, pois sem o Estado, um mataria ao outro. Mas é importante ressaltar que o soberano não é o obrigado a obedecer nenhum contrato – pois no momento de seu firmamento ele não existia ainda. Ele se conserva fora dos compromissos e livre de quaisquer obrigações. Assim, não pode haver quebra de contrato por parte do soberano, sob qualquer pretexto de infração não podendo nenhum dos súditos liberta-se da sujeição. O soberano é responsável por controlar a ação de todos, portanto se o homem sofrer uma sanção não pode culpar se não a si mesmo, porque o indivíduo é responsável por suas ações.
Todos sem exceção autorizam todos os atos desse homem como se fossem seus próprios, sendo autor de tudo que o soberano fizer. A lei hobbesiana descarta de todo modo a possibilidade de os homens, desobedecendo a seu soberano, firmarem um pacto com Deus, pois não é possível firmá-lo com Deus pessoalmente, mas apenas pela figura de um representante seu, ou seja, o soberano.
Hobbes defende que os homens que veem no governo popular uma melhor opção à monarquia, o fazer por terem a esperança de vir a participar no poder. Do mesmo modo, aquele que foi voto vencido na escolha do soberano submete-se a reconhecer a vontade da maioria a partir do momento em que aceitou fazer parte da assembleia. Se depois disso contestarem, o farão injustamente. Hobbes diz que o homem quando renunciou ao seu direito de natureza, firmando o contrato social, deu poderes ao soberano, só o fazendo para que tivesse a própria vida protegida.


John Locke :

O presente artigo a respeito do “Cap 4 de John Locke” traz um breve resumo sobre as revoluções inglesas, para o leitor poder se situar ao contexto do discurso de John Locke, pensador inglês com ênfase no individualismo.
O individualismo é uma opinião que demonstra a declaração do indivíduo ante a sociedade e o Estado. Liberdade, propriedade privada e limitação do poder do Estado e a ideologia do individualismo forma seu alicerce sobre a igualdade e a liberdade, quando desprezam a camada social e todos os homens passam a ser iguais e livres diante o Estado.
Locke sustenta a tese de que nem a tradição e nem a força, mas apenas o consentimento enérgico dos governados é a única fonte do poder político exato. No plano teórico, constitui um importante marco da historiado pensamento político, e, a nível histórico concreto, exerceu enorme influencia sobre as revoluções liberais da época.
Locke afirma ser a existência do individuo anterior ao surgimento da sociedade e do Estado. Na sua concepção individualista, os homens viviam originalmente num esta pré-social e pré-político, caracterizado pela mais perfeita liberdade e igualdade, denominado estado de natureza. O estado de natureza era segundo Locke, uma situação real e historicamente determinada pela qual passara, ainda que em épocas diversas, a maior parte da humanidade.
Esse estado de natureza deferia do estado de guerra hobbesiano; baseado na insegurança e na violência, por ser um estado de relativa paz, concórdia e harmonia.
Nesse estado pacifico is homens já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade que, numa primeira acepção genérica utilizada por Locke, designava simultaneamente a vida, a liberdade e os bens como direitos naturais do ser humano . Locke utilizava também a noção de propriedade numa segunda acepção que, em sentindo estrito, significa especificamente a posse de bens moveis ou imóveis. A teoria da propriedade de Locke também difere bastante da Hobbes. Para Locke a propriedade já existe em estado de natureza, sendo uma instituição anterior a sociedade, é um direito natural do individuo que não pode ser violado pelo Estado.
Em suma, o livre consentimento dos indivíduos para o estabelecimento da sociedade, o livre consentimento da sociedade para a formação do governo, a proteção dos direitos de propriedade pelo governo, o controle do executivo pelo legislativo e o controle do governo pela sociedade, são, para Locke, os principais fundamento do direito civil.
No que diz respeito às relações entre o governo e a sociedade, Locke afirma que, quando o executivo ou o legislativo violam a lei estabelecida e atentam contra a propriedade, o governo deixa de cumprir o fim a que fora destinado, tornando-se ilegal e O presente artigo a respeito do “Cap 4 de John Locke” traz um breve resumo sobre as revoluções inglesas, para o leitor poder se situar ao contexto do discurso de John Locke, pensador inglês com ênfase no individualismo.
O individualismo é uma opinião que demonstra a declaração do indivíduo ante a sociedade e o Estado. Liberdade, propriedade privada e limitação do poder do Estado e a ideologia do individualismo forma seu alicerce sobre a igualdade e a liberdade, quando desprezam a camada social e todos os homens passam a ser iguais e livres diante o Estado.
Locke sustenta a tese de que nem a tradição e nem a força, mas apenas o consentimento enérgico dos governados é a única fonte do poder político exato. No plano teórico, constitui um importante marco da historiado pensamento político, e, a nível histórico concreto, exerceu enorme influencia sobre as revoluções liberais da época.
Locke afirma ser a existência do individuo anterior ao surgimento da sociedade e do Estado. Na sua concepção individualista, os homens viviam originalmente num esta pré-social e pré-político, caracterizado pela mais perfeita liberdade e igualdade, denominado estado de natureza. O estado de natureza era segundo Locke, uma situação real e historicamente determinada pela qual passara, ainda que em épocas diversas, a maior parte da humanidade.
Esse estado de natureza deferia do estado de guerra hobbesiano; baseado na insegurança e na violência, por ser um estado de relativa paz, concórdia e harmonia.
Nesse estado pacifico os homens já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade que, numa primeira acepção genérica utilizada por Locke, designava simultaneamente a vida, a liberdade e os bens como direitos naturais do ser humano . Locke utilizava também a noção de propriedade numa segunda acepção que, em sentindo estrito, significa especificamente a posse de bens moveis ou imóveis. A teoria da propriedade de Locke também difere bastante da Hobbes. Para Locke a propriedade já existe em estado de natureza, sendo uma instituição anterior a sociedade, é um direito natural do individuo que não pode ser violado pelo Estado.
Em suma, o livre consentimento dos indivíduos para o estabelecimento da sociedade, o livre consentimento da sociedade para a formação do governo, a proteção dos direitos de propriedade pelo governo, o controle do executivo pelo legislativo e o controle do governo pela sociedade, são, para Locke, os principais fundamento do direito civil.
No que diz respeito às relações entre o governo e a sociedade, Locke afirma que, quando o executivo ou o legislativo violam a lei estabelecida e atentam contra a propriedade, o governo deixa de cumprir o fim a que fora destinado, tornando-se ilegal e


MONTESQUIEU:

Nos governos despóticos, não ha um que mais se arruíne do que aqueles em que o príncipe se declara proprietário de todas as terras e herdeiro de todos os súditos. Disso sempre resulta o abandono do cultivo das terras. Se, além disso, é, o príncipe, comerciante, toda espécie de indústria se arruína. Observamos em Montesquieu que uma das principais características de sua obra foi determinar a teoria dos três poderes; a preocupação central de sua obra era definir a lei como uma relação necessária, que tem sua origem na “natureza das coisas e nas relações entre os homens”, estabelecendo uma ponte com as ciências empíricas, rompendo a tradicional submissão da política à teologia. Para isso, ele afirma que é possível encontrar constância, uniformidades, nas variações dos comportamentos e formas de organizar os homens, assim como o é nas relações entre os corpos físicos.
Montesquieu enfatiza que o conceito de lei derivam das relações politicas  entre as diversas classes sociais existentes; assim para se entender as leis não devemos investigar a forma como a sociedade é formada e nem a existência das varias instituições que formam o Estado e sim a maneira como estas instituições funcionam, considerando a natureza e o principio do governo.
Uma das prioridades de Montesquieu foi compreender as razões da decadência das monarquias e os conflitos que minaram sua estabilidade, verificar quais os mecanismos que garantiam sua estabilidade fazendo-as permanecer por muitos séculos, e o qual era a causa de sua estabilidade, algo que ele identifica na noção de moderação.
O ponto central, de sua tese é a temática da estabilidade dos governos; ou seja o autor constata que o estado de sociedade comporta uma variedade imensa de formas de realização, e que leis se acomodam mal ou bem a uma diversidade de povos. O que ele quer investigar não é a existência de instituições propriamente políticas, mas a maneira como elas funcionam.
A natureza diz respeito a quem detêm o poder, ou seja; ela é o princípio de governo (a paixão que o move, ou seja, seu modo de funcionamento – como o poder é exercido). O princípio da monarquia é a honra; o da república é a virtude; e o do despotismo o temor. Só a virtude é uma paixão propriamente política: ela é o espírito cívico, a supremacia do bem público sobre os interesses particulares; para Montesquieu determinando-se a forma de governo verifica-se quem tem o controle e de que forma são criadas as leis.
No governo republicano o governo depende dos homens. Para Montesquieu, os grandes não a querem e o povo não sabe mantê-la. Ele relaciona a republica como um regime muito frágil, pois repousa na virtude dos homens.
Observamos que o autor define o poder de forma poética; a natureza dos três governos é redefinida por ele da seguinte forma: o despotismo é o governo da paixão; a república o governo dos homens e a monarquia o governo das instituições. Notamos então que na monarquia são as instituições que contêm os impulsos da autoridade executiva e os apetites dos poderes intermediários, nela o poder está dividido e, portanto, o poder contraria o poder e essa capacidade de conter o poder, que só outro poder possui, é a chave da moderação dos governos monárquicos.
Montesquieu enfatiza que é importante reconhecer que existe certa harmonia nas relações anteriores à lei positiva que as estabeleceu. Para ele falta muito para o mundo racional ser tão bem governado como o mundo físico, pois os seres inteligentes são limitados pela sua própria natureza e consequentemente, são sujeitos ao erro, por outro lado, é próprio de sua natureza que ajam por si mesmos. Portanto, não obedecem constantemente a suas leis primordiais; mesmo aquelas que eles próprios se atribuem, nem é sempre que as seguem. Os animais possuem leis naturais porque estão unidos pelo sentimento, mas não possuem leis positivas porque não estão unidos pelo conhecimento. No entanto, obedecem invariavelmente a suas leis naturais.
Montesquieu explica sobre as leis da natureza, que derivam unicamente da constituição do nosso ser. Para conhecê-las, é preciso considerar o homem antes do seu estado de sociedade. Nesse estado pré-social, o homem não sentiria nada senão sua própria fraqueza – seu medo seria extremo. Nesse estado, cada qual se sente inferior. Ao sentimento de sua fraqueza, o homem acrescentará o sentimento das suas necessidades. Desse modo, outra lei natural seria a que o levaria a procurar alimentar-se. A existência desse temor recíproco acabaria por aproximar os homens. Isso aconteceria por prazer e pelo encanto pelo outro sexo. Por último, uma quarta lei natural seria o desejo de viver em sociedade.
Quando os homens se encontram em sociedade, desaparece a igualdade entre eles, pois perdem o sentimento de sua fraqueza, iniciando-se um estado de guerra. Os homens possuem leis nas relações que possuem com outros povos (direito das gentes), na relação que o governo mantém com os governados (direito político) e na relação em que todos mantêm entre si (direito civil). Segundo Montesquieu o governo mais conforme à natureza é aquele cuja disposição particular se relaciona melhor com a disposição do povo para o qual foi estabelecido. Ele determina que as leis devem ser relativas ao físico do país; ao clima; à qualidade do terreno; à religião; ao gênero de vida dos trabalhadores, enfim, deve adaptara-se a natureza do povo que as criou.
Quanto à corrupção de cada governo, ele aponta que esta começa quase sempre pela dos princípios. Uma vez corrompidos os princípios do governo, as melhores leis tornam-se contra o Estado; quando os princípios são sadios, as más têm o efeito das boas; a força do princípio tudo arrasta.

República:
Quando numa república o povo mantém o poder soberano, é uma democracia; quando este está na mão de poucos, uma aristocracia. Numa república, é essencial fixar o número de cidadãos que devem constituir uma assembleia. É, ainda, uma máxima fundamental, que o povo nomeie seus magistrados. O autor considera que o povo conhece melhor seus problemas, da praça, do que o monarca, do seu palácio, sem, contudo, saber resolvê-los. O povo tem muita capacidade para se dar conta da gestão dos outros, não a tem bastante para se gerir a si próprio. Além da divisão daqueles que têm o direito de sufrágio, é também uma lei fundamental a maneira de se dar o sufrágio, bem como, a lei que fixa o modo de fornecer as cédulas de sufrágio Ele considera que o sufrágio deva ser público. Por último, ele afirma que só o povo pode fazer a lei.
O princípio da democracia é a virtude. Essa virtude é o amor pela república.
Este é o amor pela democracia, amor à igualdade, amor à frugalidade.
Na democracia, as leis estabelecem a igualdade quando faz com que as porções de terra sejam divididas de forma igual entre todos. Além de serem divididas iguais, elas devem ser pequenas, pois o mal chega quando o excesso de riqueza destrói o espírito de comércio. Vê-se nascerem as desordens da desigualdade. Assim, para garantir a frugalidade, as leis devem cuidar com que as fortunas sejam divididas na medida em que o comércio as avolume, pondo cada cidadão pobre em boa situação, para poder trabalhar como os outros; e cada cidadão rico em situação tão medíocre, que tenha necessidade de seu trabalho para conservar ou para adquirir.
O princípio da democracia se corrompe não só quando perde o espírito de igualdade, mas também quando se assume o espírito de igualdade extrema, e cada um quer ser igual aos que escolheu para comandá-lo. Portanto, são dois os excessos que a democracia deve evitar: o espírito de desigualdade, que a conduz à aristocracia, ou ao governo de um só; e o espírito de igualdade extrema, que a leva ao despotismo de um só, como o despotismo de um só conduz à conquista.
Montesquieu defende que é da natureza de uma república que possua apenas um pequeno terrotório; sem isso não pode subsistir por muito tempo. Numa república grande há grandes fortunas e, consequentemente, pouca moderação nos espíritos: os interesses se particularizam e o homem passa a achar que pode ser feliz, importante e glorioso sem sua pátria. Numa república grande, o bem comum é sacrificado a mil considerações; está subordinado a exceções; depende de acidentes. Numa pequena, o bem público é mais bem percebido, mais bem conhecido, mais próximo de cada cidadão; os abusos aí são menos amplos e, consequentemente, menos protegidos.

Aristocracia
A aristocracia está de certo modo no senado, a democracia no corpo dos nobres e que o povo não é nada. Não se pode dar o sufrágio por sorteio de forma alguma. As famílias aristocráticas devem então ser o povo tanto quanto possível. Tanto mais uma aristocracia se aproxima da democracia, mais ela será perfeita; ela o será menos na medida em que se aproxima da monarquia.
Assim como no governo popular, a virtude também é necessária no governo aristocrático, mas não de forma tão absoluta. Um corpo aristocrático não pode reprimir-se senão por dois modos: por uma grande virtude (resultando numa grande república) ou pela moderação (que resulta na sua conservação). A moderação é, pois, a alma dos governos aristocráticos. O espírito de moderação é o que se chama virtude na aristocracia; nesta; ele ocupa o lugar do espírito de igualdade no Estado popular.
É essencial que os nobres não arrecadem impostos e que as leis também lhes proíbam o comércio, pois assim se fariam todas as sortes de monopólio. São portanto, perniciosas, duas coisas na aristocracia: a riqueza ou a pobreza extrema dos nobres.
A aristocracia se corrompe quando o poder dos nobres se torna arbitrário: não pode mais haver virtude nos que governam, nem nos que são governados. A corrupção extrema se dá quando os nobres se tornam hereditários; eles não podem mais ter moderação. Se são em pequeno número, seu poder é maior, mas diminui sua segurança; se são em maior número, seu poder é menor e sua segurança maior. Portanto, o grande número de nobres na aristocracia hereditária tornará o governo menos violento, mas como haverá pouca virtude, cair-se-á num espírito de indolência, que roubará a força e o impulso do Estado. Uma aristocracia pode manter a força de seu princípio, se as leis forem tais que façam com que os nobres sintam mais os perigos e as fatigas do comando do que suas delícias; e se o Estado estiver numa situação tal que tenha algo a temer.

Monarquia
Se não há no estado monárquico senão a vontade caprichosa de uma pessoa, não há como existir lei estável. O poder intermediário subordinado mais natural é o da nobreza. De certo modo, ela participa da essência da monarquia, cuja máxima fundamental é: sem monarca não há nobreza; sem nobreza não há monarca. O poder do clero é tão perigoso numa república quanto é conveniente numa monarquia, sobretudo naquelas que caminham para o despotismo. Não basta que haja postos intermediários, deve haver um depósito de leis, que só pode estar nos corpos políticos.
Na monarquia, as leis tomam o lugar de todas as virtudes, de que não se tem necessidade alguma. Ela se supre através da honra, isto é, o prejulgamento de cada pessoa e de cada condição, tomando o lugar da virtude política. Na monarquia, a honra faz mover todas as partes do corpo político, une-as por sua própria ação; e dá-se que cada qual vai na direção do bem comum, acreditando estar indo na direção de seus interesses particulares.
As terras dos nobres terão privilégios, como as pessoas. Não se pode separar a dignidade do monarca da do seu reino, nem a do nobre do seu feudo.
Montesquieu vê no governo monárquico uma vantagem em relação ao democrático: os negócios públicos são geridos por uma só pessoa, o que dá mais presteza na execução.
As monarquias se corrompem quando se eliminam pouco a pouco as prerrogativas dos corpos ou os privilégios das cidades. Corrompe-se quando o príncipe acaba com as funções naturais de nuns para atribuí-las a outros arbitrariamente, e quando é mais apaixonado por suas fantasias do que pelas suas vontades.
Quanto ao tamanho, o estado monárquico deve ser de tamanho mediano. Se fosse pequeno, seria uma república, se grande, as ordens do monarca não seriam obedecidas nos cantos mais remotos.
4. Despotismo A instituição de um vizir é, nesse estado, uma lei fundamental. Quanto maior um império, mas o príncipe se embriagará de prazeres. Quantos mais povos um déspota tem para governar, menos ele pensa no governo.
No governo despótico, é necessário o temor. A vontade do príncipe deve ter efeito tão infalível quanto uma bola lançada contra outra. Há uma coisa que pode ser oposta à vontade do príncipe: a religião. As leis da religião são de preceito superior porque são impostas tanto ao povo quanto ao príncipe. A religião é um temor acrescido ao temor. Quanto a direito natural não se dá o mesmo – o príncipe não é mais um homem. Nos estados monárquicos o poder está limitado pela honra. Já o despótico, tendo temor como seu princípio, não vê necessidade de muitas leis quando os homens são temerosos, ignorantes e abatidos. A conservação do Estado nada mais é do que a conservação do príncipe, ou antes, do palácio onde está encerrado.

Nessa sorte de governo, o poder passa inteiramente às mãos daquele a quem é confiado. O vizir é o próprio déspota; e cada funcionário individual é o vizir. No monárquico, o poder se aplica menos imediatamente; o monarca, ao transmiti-lo, modera-o. Faz uma tal distribuição de seu poder que nunca transmite parte dele sem que retenha uma parte maior.
O princípio do poder despótico corrompe-se incessantemente, pois é corrompido pela sua própria natureza.
Um grande império supõe uma autoridade despótica naquele que governa. É preciso que a presteza das resoluções supra a distância dos lugares para onde são enviadas; que o temor impeça a negligência do governador ou do magistrado distante; que a lei esteja numa só cabeça.

Divisão dos poderes.
Sobre a liberdade, Montesquieu pondera que ela é o direito de fazer tudo o que as leis permitem. Ele coloca que, o homem sempre que tem poder, é levado a abusar dele e vê, como única solução, que se limite esse poder. Isso só poderia ocorrer se o próprio poder contivesse o poder. É aí que ele teoriza sobre o ponto que tornou sua obra tão famosa: a divisão dos poderes.
Há, em cada Estado, três espécies de poderes: o legislativo, o poder executivo das coisas que dependem dos direitos das gentes, e o poder executivo das que dependem do direito civil. Pelo primeiro, o príncipe ou o magistrado, elabora leis para certo tempo ou para sempre, e corrige ou revoga as existentes. Pelo segundo, faz a paz ou a guerra, envia ou recebe embaixadas, instaura a segurança, impede as invasões. Pelo terceiro, pune os crimes ou julga as pendências entre particulares. Este último é o judiciário e o segundo o executivo.
O poder de julgar não deve ser atribuído a um senado permanente, mas sim exercido por pessoas extraídas do corpo do povo em certos períodos do ano, da maneira prescrita pela lei, para formar um tribunal que dure apenas o tempo necessário. Os outros dois poderes poderiam ser, de preferência, atribuídos a magistrados ou a corpos permanentes, porque não se exercem sobre nenhum indivíduo; já que apenas são, um, a vontade geral do Estado, e o outro, a execução dessa vontade.
É preciso também que os juízes sejam da condição do acusado, ou seus pares, para que ele não imagine ter caído na mão daqueles que lhe possam fazer violência.
Já não é preciso que o corpo legislativo seja extraído do corpo da nação, mas convém que, em cada local importante, os habitantes escolham um representante entre eles. O povo não deve entrar no governo senão para escolher seus representantes, coisa que está bem ao seu alcance.
Num Estado, há sempre pessoas eminentes pelo nascimento, pelas riquezas ou pelas honrarias; mas se ficassem confundidas no meio do povo, e tivessem apenas um voto, como os demais, a liberdade comum seria sua escravidão, e não teriam interesse algum em defendê-la, porque a maioria das decisões seria contra elas. Sua participação na legislação deve ser proporcional às demais vantagens que possuem no Estado: isto se dará se constituírem um corpo que tenha direito de refrear as iniciativas do povo, como este tem o direito de refrear as suas.
Assim, o poder legislativo será confiado tanto ao corpo dos nobres, quanto ao corpo que será escolhido para representar o povo, cada um dos quais terá sua assembleia e suas deliberações à parte e pontos de vista e interesses distintos.
O corpo dos nobres deve ser hereditário. Ele o é, primeiramente, pela própria natureza; e, além disso, é preciso que tenha grande interesse em conservar suas prerrogativas, em si mesmas odiosas, e que, num Estado livre, devem estar sempre em perigo.
Mas como um poder hereditário poderia ser induzido a seguir seus interesses particulares e a esquecer os do povo, é preciso que nas coisas em que se tenha muito grande interesse em corrompê-lo, como no caso das leis que dizem respeito à arrecadação de dinheiro, ele não participe da legislação senão por sua faculdade de vetar e não por sua faculdade de estatuir.
O poder executivo deve estar nas mãos de um monarca, porque essa parte do governo, quase sempre tem necessidade de uma ação instantânea, é mais bem administrada por um do que por vários.
Quando vários corpos legislativos se sucedem uns aos outros, o povo, que tiver opinião desfavorável sobre o corpo legislativo atual, deposita, com razão, suas esperanças no corpo que virá depois. Mas se fosse sempre o mesmo corpo, o povo, uma vez o vendo corrompido, nada mais esperaria de suas leis; e se enfureceria ou cairia na indolência.
É preciso que seja o poder executivo que regule o momento de reunião e a duração das assembleias legislativas, em relação às circunstâncias que ele conhece. Não é necessário, porém, que o poder legislativo tenha, reciprocamente, o poder de refrear o executivo. Pois como a execução possui limites pela própria natureza, é inútil limitá-la, além de que o poder executivo é sempre exercido sobre coisas momentâneas. Tem, contudo, o legislativo, a faculdade de examinar como as leis que elaborou têm sido executadas. O poder executivo, por sua vez, pode participar na legislação através da sua faculdade de vetar.

Rousseau: da servidão à Liberdade
Civilizados:
O autor enfatiza que segundo Rousseau a soberania está no povo, ele cita suas principais obras que tratam do problema político: Contrato Social e Discurso sobre a origem da desigualdade / A visão negativa de Rousseau à propriedade privada: origem de todos os males.
No Contrato Social Milton enfatiza que segundo Rousseau se trata das condições para possibilidade de um pacto legítimo, através do qual, “Os homens, depois de terem perdido sua liberdade natural, ganhem, em troca, a liberdade civil”.
Ele também cita que as cláusulas desse possível contrato quando bem compreendidas, reduzem-se a uma só: “A alienação total de cada associado, com todos os seus direitos, à comunidade toda”, porque, se em primeiro lugar, se cada um se doasse completamente, a condição seria igual para todos e, sendo a condição igual para todos, ninguém se interessaria por torna-la onerosa para os demais.
Sendo assim, “Um povo, portanto, só será livre quando tiver todas as condições de elaborar suas leis num clima de igualdade, de tal modo que a obediência a essas mesmas leis signifique, na verdade, uma submissão à deliberação de si mesmo e de cada cidadão, como partes do poder soberano. Isto é, uma submissão à vontade geral e não à vontade de um indivíduo em particular ou de um grupo de indivíduos”.
Definição de Rousseau de como deveria ser um governo (segundo Milton): “o corpo administrativo do Estado, como funcionário do soberano, como um órgão limitado pelo poder do povo e não como um corpo autônomo ou então como o próprio poder máximo”.
“Neste sentido, dentro do esquema de Rousseau, as formas clássicas de governo, a monarquia, a aristocracia e a democracia, teriam um papel secundário dentro do Estado e poderiam variar ou combinar-se de acordo com as características do país”.
"Se nossas ciências são inúteis no objeto que se propõem, são ainda mais perigosas pelos efeitos que produzem.", Milton cita uma importante crítica de Rousseau em relação aos cientistas e ao seu método, proposto na época, onde enfatiza que “A crítica às ciências e às artes, contudo, não significa uma recusa do que seria a verdadeira ciência. De certa maneira, se Rousseau não partilha com seus contemporâneos o ideal da difusão das luzes do saber, pode-se dizer que, ao invocar o ideal do sábio, sua exigência é ainda maior do que a deles, porque acompanhada de uma forte conotação moral. A ciência que se pratica muito mais por orgulho, pela busca da glória e da reputação do que por um verdadeiro amor ao saber, não passa de uma caricatura da ciência e sua difusão por divulgadores e compiladores, autores de segunda categoria, só pode contribuir para piorar muito mais as coisas”. Ou seja, segundo Milton Rousseau não critica a ciência e a arte em sua essência, mas sim ao método e ao objetivo que se busca por traz das obras e das pessoas que o veem representando.
O mesmo enfatiza que a verdadeira filosofia é a virtude, esta ciência sublime das almas simples, cujos princípios estão gravados em todos os corações. Para se conhecer suas leis basta voltar-se para si mesmo e ouvir a voz da consciência no silêncio das paixões, deste modo as ciências e as artes, embora tenham contribuído para a corrupção dos costumes, poderão, no entanto, desempenhar um papel importante na sociedade.
Não se trata, portanto, de acabarem com as academias, as universidades, as bibliotecas, os espetáculos. As ciências e as artes podem muito bem distrair a maldade dos homens e impedi-los de cometer crimes hediondos.
Crítica moral aos cientistas e pensadores de sua época:
Segundo Milton pode-se dizer que, ao invocar o ideal do sábio, sua exigência é ainda maior do que a deles, porque acompanhada de uma forte conotação moral. A ciência que se pratica muito mais por orgulho, pela busca da glória e da reputação do que por um verdadeiro amor ao saber, não passa de uma caricatura da ciência e sua difusão por divulgadores e compiladores, autores de segunda categoria, só pode contribuir para piorar muito mais as coisas.
Segundo nesse contexto Milton faz uma interessante citação de Rousseau: Embora todas as ciências e as artes tenham feito mal à sociedade "é essencial hoje servir-se delas, como de um remédio para o mal que causaram ou como um desses animais maléficos que é preciso esmagar sobre a mordida".
“Me criticam notarem que o amor da reputação me faz esquecer o da virtude, peço-lhes que me advirtam disso publicamente e prometo, no mesmo instante, atear fogo aos meus escritos e aos meus livros e concordar com todos os erros que Ihes aprouver censurar-me”. Ou seja, o mesmo pede para que fiquem atentos a suas criticas e publicações e que o alertem para que se o mesmo estiver agindo contra seus princípios dos quais anto luta, o mesmo irá dar um basta imediatamente.
Análises sobre politicas de pacto social:
Definição de Governo para Rousseau segundo Milton: “Chamo de governo ou administração suprema o exercício legítimo do poder executivo, e de príncipe ou magistrado o homem ou
corpo encarregado dessa administração”. Um corpo intermediário estabelecido entre os súditos e o soberano para sua mútua correspondência, encarregado da execução das leis e da manutenção da liberdade, tanto civil como política, onde o governo é um intermediário entre o Estado e a vontade geral;
Ainda segundo Milton “Os temas mais candentes da filosofia política clássica, tais como a passagem do estado de natureza ao estado civil, o contrato social, a liberdade civil, o exercício da soberania, a distinção entre o governo e o soberano, o problema da escravidão, o surgimento da propriedade, serão tratados por Rousseau de maneira exaustiva, de um lado, retomando as reflexões dos autores”.
E, certamente, por isso, segundo Milton, os protagonistas da revolução Francesa de 1789 o elegerão como patrono da Revolução ou como o primeiro revolucionário.
“Unamo-nos para defender os fracos da opressão, conter os ambiciosos e assegurar a cada um a posse daquilo que lhe pertence, instituamos regulamentos de justiça e de paz, aos quais todos sejam obrigados a conformar-se, que não abram exceção para ninguém e que, submetendo igualmente a deveres mútuos o poderoso e o fraco, reparem de certo modo os caprichos da fortuna. Numa palavra, em lugar de voltar nossas forças contra nós mesmos, reunamo-nos num poder supremo que nos governe segundo sábias leis, que protejam e defendam todos os membros da associação, expulsem os inimigos comuns e nos mantenham em concórdia eterna”. (citei uma frase que considerei bastante relevante e também como uma possível motivação).
Milton cita as duas obras de Rousseau e explica o possível motivo e a ênfase proposta em cada discurso: “Ora, a trajetória do homem, da sua condição de liberdade no estado de natureza, até o surgimento da propriedade, com todos os inconvenientes que daí surgiram, foi descrita no Discurso sobre a origem da desigualdade. Nesta obra, o objetivo de Rousseau é o de construir a história hipotética da humanidade, deixando de lado os fatos, procedimento semelhante ao que outros filósofos já haviam feito no século XVII. É a partir do reconhecimento dessa situação que Rousseau inicia o Contrato social, afirmando que "o homem nasce livre e em toda parte encontra-se a ferros", mas seu projeto, desta vez, muda de nível. Agora não se trata mais de reconstruir hipoteticamente a história da humanidade, mas de apresentar o dever-se de toda ação política”.
E para finalizar vou citar a melhor frase de Milton em minha opinião:
A chave para se entender a articulação entre essas duas obras está no primeiro parágrafo no capítulo I, do livro I, do Contrato: "O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se aprisionado. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais
escravo do que eles. Como se deve esta transformação? Eu o ignoro: o que poderá legitimá-Ia? “Creio poder resolver esta questão”.




O Federalista
“O Federalista”: remédios republicanos para males republicanos.
Em 1787 se reuniu na Filadélfia a convenção Federal que elaborou uma nova Constituição para os Estados unidos. “O federalista”: reunião de ensaios publicados na imprensa de Nova York com o objetivo de convencer e contribuir para a confirmação da Constituição pelos Estados. Os autores concordavam que a Constituição elaborada pela Convenção Federal oferecia um ordenamento político incontestavelmente superior ao vigente, pretendiam escrever uma série de artigos em que a nova constituição fosse explicada e rebater as críticas dos seus adversários. Montesquieu aponta para incompatibilidade entre governos populares e os tempos modernos, crença de que a necessidade de manter grandes exércitos e as preocupações com o bem-estar material faziam das monarquias as formas de governo mais adequadas ao nosso tempo. Cria-se que para existir um governo popular seria necessário um pequeno território, e cidadãos virtuosos, amantes da pátria e surdos aos interesses matérias, algo incompatível com a modernidade. Governos assim seriam presas fáceis para vizinhos militarizados. Desafio de Publios: Desmentir os dogmas arraigados nesta tradição: “demonstrar que o espírito comercial da época não impedia a constituição de governos populares e, tampouco, estes dependiam exclusivamente da virtude do seu povo ou precisavam permanecer confinados a pequenos territórios”. Invertem os postulados, aumentar o território e o número de interesses é benéfico à esta forma de governo. Trata-se de uma teorização que, pela primeira vez, deixa de se basear nos exemplos da antiguidade, para ser moderna. O moderno federalismo, ataque à fraqueza do governo central instituído pelos Artigos da Confederação. Um governo central deve exigir o cumprimento das normas dele emanadas, união se relacionando não apenas com os Estados, mas também com os cidadãos. Desejar uma confederação seria desconhecer os exemplos da história e se ater à idéia de Montesquieu, que as via como compatibilizando a liberdade dos estados pequenos com a força dos grandes. Propunham uma inovação jamais antes experimentada, uma constituição nacional e federal: federal por haver dois entes estatais, um governo central que se relacione com os cidadãos. Federalismo nasce como um pacto político entre estados. Inspirados por Montesquieu, “antifederalistas” diziam que os Estados grandes levariam a um risco à liberdade: propunham a formação de 3 ou 4 confederações para respeitar o tamanho ideal que deve ter um governo popular. Hamiltom via nesta proposta o que levaria a competição comercial entre as confederações. Para evitar rivalidades, defendia o pacto federal, que favoreceria o desenvolvimento comercial dos EUA, formando uma nação
grande e que não dependeria de grandes efetivos militares. Separação dos poderes e a natureza humana, visão realista do homem, se fossem anjos não haveria a necessidade de governo. Recurso de argumentação para justificar a necessidade do Estado (tema não muito explorado na obra). O que sim é explorado são os controles bem definidos sobre os detentores do poder, governante controlando o governado e controlando a si mesmo . Estruturas internas do governo devem funcionar contra a tendência natural do governo tornar-se injusto. Estão aí as máximas do pensamento liberal e constitucional, do qual o livro é um dos expoentes. Contraposição do poder só pode ser obtida com outro poder, freando-o (origem em Montesquieu, dele se aproxima neste ponto). Descarta a possibilidade de um governo misto. Separação dos poderes garantidas por medidas constitucionais, garantias á autonomia dos diferentes ramos de poder, postos em relação um com o outro podendo se frear mutuamente. Justifica-se por ser uma forma de evitar a injustiça. Diferentes ramos do poder com forças suficientes para resistir ás ameaças uns dos outros. Mas para cada forma de governo deverá haver um poder mais forte: na monarquia as ameaças partem do executivo, nas repúblicas do legislativo, por isso são necessárias medidas adicionais para frear seu poder. Assim é criado o Senado, uma segunda câmara legislativa baseada em princípios diversos. Outra forma de se deter o poder legislativo é fortalecendo os outros. As repúblicas e a discussão sobre o mal das facções e como enfrentá-lo.
Inova ao afirmar que não depende de sua eliminação a prosperidade do governo popular, mas sim de neutralizar seus efeitos perversos. Crê que no pensamento de Montesquieu e Rousseau, por defenderem o amor a pátria, a conseqüência lógica disso seria a destruição das facções. Madison a rejeita, afirmando que é incompatível com um governo livre, proteger a autodeterminação dos homens, sua liberdade é o objetivo primeiro do governo. Constituir um governo limitado e controlado para assegurar uma esfera própria para o livre desenvolvimento dos indivíduos, em especial de suas atividades econômicas. Decisão da maioria pode ser uma ameaça para facções minoritárias, problema paradoxal da democracia, maior risco de que ela degenere em tirania radica-se no poder que confere à maioria. Pois isso advoga um governo popular e representativo, as facções, originárias do desenvolvimento de uma economia moderna. Defende uma nova espécie de governo popular: a república. 1. Funções de governo delegadas a um número menor de cidadãos; 2. Aumento da área e número de cidadãos. Há um filtro para que homens não facciosos sejam eleitos, mas a possibilidade disso ocorrer é grande. A segunda característica distintiva das repúblicas deve-se a sua contribuição para evitar o mal das facções, cresce o número de interesses em conflito, dificultando a reunião da maioria dos cidadãos, e, caso isso ocorra, dificultando sua ação. Uma neutralização recíproca. Madison não é um liberal adepto a Adam Smith, sua solução não vislumbra nem o governo mínimo nem o não-governo. Crê na legislação moderna como devendo ser fornecedora de meios para a coordenação dos diferentes interesses em conflito. “levar à coordenação dos interesses é a marca distintiva das repúblicas, por oposição à violência do conflito entre facões características das democracias populares, o interesse geral se impondo como a única alternativa”.

CULTURA DE MASSA - até que ponto vc é influenciado pela midia








INTRODUÇÃO
A relação entre os campos da cultura e da política é algo permanente na história pela compreensão antropológica dos dois conceitos, pela fonte e lócus social das duas práticas ou pela prática espetacular da segunda, que se encontra com a primeira também neste aspecto. Este texto tem como objetivo identificar esta relação, no contexto contemporâneo, enquanto símbolo e expressão do processo político-cultural de maturação e enraizamento do sistema sócio-produtivo capitalista, consolidando sua lógica produtivista e a racionalidade técnica, em todos os campos da produção e criação humana.
Observamos no decorrer da história ser preconizada uma cultura de capital ressaltada pela massificação do consumo e a pesquisa de novas tecnologias; que difundem valores fundamentados na politica do “ter”
Como marco desta ação; observamos em nosso viver empírico a constante difusão de valores das culturas de massa. cada vez mais comum no mundo contemporâneo; tais fatores moldam o viver da população criando uma politica de consumo elitizada, facilitada pela constante evolução da sociedade; aprimoramento e criação de novas tecnologias de comunicação; que possibilitam a circulação de informações de forma rápida, abrangente, e principalmente incessante.
com o aprimoramento desses artefatos, o que antes era divulgado para pequenos grupos, hoje pode ser apresentado a um número grandioso de pessoas, quase que simultaneamente. as mídias de massa são um meio disseminador de informações de grandes proporções, uma vez que atinge de forma ampla seu público.
Um dos mais importantes componentes da mídia de massa é, sem dúvida, a televisão. A partir daí, com a potencialidade apresentada pelas mídias de massa, e pelo seu poder de abrangência e penetração, isso potencializa as varias faces do capitalismo que vão desde a  “indústria cultural da beleza” até a fonográfica, atingindo todos os níveis sociais.  
Observamos que a indústria, que é cada vez mais imposta à sociedade, padroniza as formas, os corpos, as roupas, os acessórios, os moveis e gostos da sociedade, dentre outras coisas. Assim, pretendemos relacionar tais conceitos às observações da aplicação dessa prática refletindo sobre o processo ideológico que se manifesta não exclusivamente sob formas teóricas, mas na prática de um sistema orientado para a instrumentalização dos indivíduos em potenciais consumidores, fixando ou até remodelando seus estados de consciência
uma vez que percebe-se que a mídia é estrategicamente formulada; de modo a suprir necessidades empresariais, e neste caso em especial, a da difusão de ideais e valores; padronizados como modelos “aceitáveis”.
Teoricamente embasaremos nossa pesquisa no campo da antropologia social e cultura de massa; propondo inicialmente uma análise do conceito de indústria cultural, contextualizando sua forma original às suas utilizações na atualidade. Explanaremos o poder de penetração e influência das mídias sobre as massas, salientando particularmente a TV aberta, que é o foco dessas reflexões. analisaremos conjuntamente a relação entre a mídia, a indústria cultural e a difusão de valores, a fim de refletir sobre como a cultura  de massa e o capitalismo desenfreado molda a sociedade, analisando o consumo sob uma perspectiva global e em seguida, passaremos ao estudo do consumo dentro da realidade brasileira.
O presente trabalho, entretanto, parafraseando a autora britânica Joan Robinson (1970), tem o objetivo de deixar mais perguntas do que oferecer respostas.
Urge uma profunda reflexão acerca do comportamento do consumidor perante o mundo, e é exatamente este um dos desafios do novo modelo de Estado Democrático de Direito.




1. A antropologia social e o Estado Democrático de Direito
Vivemos em um século de mudanças; O consumo de massa afigura-se fenômeno relativamente recente; segundo Joan Robinson (1970: P.61) alguns historiadores chegam a dividir a história humana apenas em dois períodos: o primeiro refere-se ao espaço temporal que vai do neolítico ao século XVIII, e o segundo, da Revolução Industrial até o presente. No primeiro o homem sai de seu estado primitivo e começa a explorar o mundo ao seu redor; formam as cidades e estipulam leis que irão determinar os termos de sua civilização; cada povo em seu determinado território explora suas novas descobertas e criam sua cultura.
No segundo o homem define seu espaço territorial e começam as eras das grandes descobertas tecnológicas onde o industrialismo foi um dos fatores determinantes  para que a humanidade adotasse leis comportamentais que mudariam toda uma geração.
A chegada da Revolução Industrial acabou por provocar alguns vários choques sociais, que culminaram na mudança das diretrizes estatais. O gozo da liberdade mostrou-se insuficiente ao ser humano, clamando, ainda, as condições de usufruí-la (LIMA, 2003: p.23). Dentre os movimentos sociais de maior importância, nessa época, destacam-se o Ludita (1811-1813) e o Cartista (1838-1842), ambos oriundos das tensões entre patrões e empregados da indústria inglesa, sendo que este último, após sistemática rejeição, pelo Parlamento, das reivindicações contidas na primeira Carta do Povo de 1838, somente mais tarde veio a ter alguns de seus pedidos atendidos pelo governo inglês. Surgiria, assim, o Estado Social, ou Estado do Bem-Estar Social, ou ainda, o Welfare State.
O modelo de Estado de Bem-Estar, segundo o sociólogo sueco Gunnar Myrdal (1966), teve suas origens depois que a prosperidade capitalista obrigou a expansão dos serviços sociais, a fim de amenizar as privações experimentadas pelo proletariado, destacando:
(...) um cidadão que passe privações constitui uma censura à economia, e não possui utilidade para ela, seja como operário para produzir, seja como mercado para absorver os bens que podem ser vendidos; a saúde precária é um desperdício e a instrução pública é necessária para produzir trabalhadores habilitados e os escalões mais baixos da tecnoestrutura. Assim, o capitalismo moderno se voltou para o Estado do Bem-Estar.

O mesmo autor, todavia, questionou os benefícios de uma sociedade regida por tal modelo político, ou seja, sem grandes problemas, com desemprego mínimo, sistema previdenciário eficiente, ensino público de qualidade, enfim, bem-estar sócio material praticamente pleno, tomando-a como entediante, o que supostamente explique, por exemplo, os altos índices de suicídio entre os suecos.
Durante o período entre guerras, notadamente a partir de 1922, o Welfare State operou profundas mudanças nos Estados Unidos, onde fez consolidar o American Way of Life (modo de vida americano), o qual veio a ditar o padrão de consumo da época. Nesse ínterim, a indústria americana experimentou um crescimento fantástico, com destaque para a produção de automóveis e eletroeletrônicos, consequência das altas taxas protecionistas adotadas pelo governo.
Segundo Pazzinato e Senize (1997) “A euforia tomou conta da população, embora as bases desse desenvolvimento fossem frágeis. Todos passaram a ter como meta a aquisição de automóveis, rádios, telefones e eletrodomésticos em geral, criando uma falsa aparência de bem-estar, consolidada no padrão do modo”
Os reflexos dessa superprodução da indústria culminaram com a crise de 1929. A produção foi tamanha a ponto do mercado não mais conseguir absorvê-la, e tão rápida a ponto de não permitir a formação de mercados externos. O desemprego foi maciço, o consumo interno baixou e os investimentos diminuíram tudo praticamente em progressão geométrica.
O homem busca então aquilo que chamamos de Liberdade de expressão, algo que seria prioritário parta as mudanças a serem buscadas; podemos definir tal liberdade como a capacidade de ir e vir; falar e pensar livremente; ou seja, a ausência de obstáculos para fazermos o que quisermos; para entendermos melhor tal conceito; adotaremos neste trabalho a definição de Immanuel Kante, para ele, quando nós como animais buscamos o prazer ou evitamos a dor, na verdade não estamos agindo livremente, estamos agindo como escravos de nossos apetites  e desejos, pois sempre que buscamos a satisfação de nossos desejos; isso se faz voltado para um desejo que esta além de nós, ou seja externo (Sandel. 2013 p.140).
A pergunta é eu tenho tal desejo ou estou apenas satisfazendo o desejo que me foi expressa por algo que esta além do meu querer; o comportamento consumista hodiernamente observado explora este recurso, o refrigerante Sprite usava o recurso Kantiano quando esboçava em seu comercial o slogan “Obedeça sua sede”.
É imperioso destacar que o modo de ser do Estado é, antes de tudo, a consagração dos valores almejados por seu povo, ou seja, exprime-se no que é cultuado por seus súditos, deve expressar seus desejos e harmonizar sua sociedade. Segundo Miguel Reale (1977);  a sociedade em que vivemos é, em suma, também realidade cultural e não mero fato natural.  Como a sociedade das abelhas e dos castores que pode ser vista como um simples dado da natureza, porquanto esses animais vivem hoje, como viveram no passado e hão de viver no futuro. A convivência dos homens, ao contrário, é algo que se modifica através do tempo, sofrendo influências várias, alterando-se de lugar para lugar e de época para época. É a razão pela qual a Sociologia é entendida, pela grande maioria de seus cultores, como uma ciência cultural.
A propaganda tenta fazer com que o homem sucumba a seus extintos mais primitivos; Theodor W. Adorno & Max Horkheimer (P.119);  expõem seu parecer sobre a propaganda da seguinte forma “Propaganda para mudar o mundo, que bobagem! A propaganda faz da linguagem um instrumento, uma alavanca, uma máquina. A propaganda fixa o modo de ser dos homens tais como’ eles se tornaram sob a injustiça social, na medida em que ela os coloca em movimento. Ela conta com o fato de que se pode contar com eles. No íntimo, cada um sabe que ele próprio será transformado pelo meio num outro meio, como na fábrica”.

2. O princípio de liberdade.
A sociedade moderna baseia sua estrutura no pluralismo, sendo constituída por uma variedade de grupos que se sobrepõem, que se entrecruzam, que se sustentam ou que se opõem uns  aos outros; teoricamente cada um dos grupos maiores vai tentar impor sua cultura e sua visão particular da sociedade e do mundo a todos os membros (Cohen. 1978 p. 111).
No senso comum, cultura adquire diversos significados: grande conhecimento de determinado assunto, arte, ciência, aos olhos da Sociologia, cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana. São ideias, artefatos, costumes, leis, crenças morais, conhecimento, adquirido a partir do convívio social.
Certa vez, Oliver Wendell Holmes proferiu: “Deem-nos o supérfluo da vida, que dispensaremos o necessário”. Transpondo esta frase, cunhada no início do séc. XIX, para os nossos dias, embora seja muito provável que o autor não vaticinasse os acontecimentos hodiernos, a mesma nunca esteve tão atual, pois é a expressão real do que ocorre na sociedade consumista.
Thomas Jefferson assim concebia a liberdade:


Da liberdade, pois, diria que, em toda a plenitude de seu alcance, ela está na ação não obstruída de acordo com nossa vontade, mas a liberdade justa é a ação livre de conformidade com nossa vontade dentro dos limites traçados em torno de nós pelos direitos iguais de outros.


A ideia que as pessoas geralmente têm de liberdade é a de ausência de condicionamentos. ‘Liberdade é fazer o que se quer’, dizem muitos. Ser livre seria estar completamente aberto, a todo o momento, para escolher o que se quer, o que se apetece, o que se deseja, sem qualquer limitação moral: ‘Livre para voar’, apregoa o slogan publicitário. Essa seria a liberdade total.
Na medida em que o homem vai fazendo opção pelos bens que o aperfeiçoam, vai sedimentando virtudes, que facilitam o exercício da liberdade. Já as sucessivas escolhas por bens aparentes, que o degradam, vão forjando vícios, que escravizam o homem, dificultando-lhe, depois, o exercício da liberdade e tornando-o incapaz de aspirar e perseguir bens convenientes à sua natureza.
Numa sociedade massificada, há, naturalmente, a pressão da padronização: sanduíche do Mc Donald’s, calça Jeans, beber Coca-Cola etc. Poderia se dizer que não há liberdade de escolher, pois os padrões nos vêm impingidos de fora.
Ser livre não é apenas ter a possibilidade de escolher, mas principalmente escolher bem, tendo em vista os valores que realizam efetivamente o homem.
Segundo Garcia de Lima (2003: p.31) assinala:



Hodiernamente, o fenômeno consumismo é visível tanto nas sociedades industrializadas, quanto nas economias em desenvolvimento. Persegue-se frequentemente a satisfação de necessidades irreais ou incorretamente hierarquizadas, em função do condicionamento psicológico criado por uma estratégia de produção industrial extremamente dinâmica no oferecimento de novidades.

Seja a sociedade simples ou complexa, todas possuem sua forma de expressar, pensar, agir e sentir, portanto, todas têm sua própria cultura, o seu modo de vida. Não existe cultura superior ou inferior, melhor ou pior, mas sim culturas diferentes. As funções da cultura são:
Satisfazer as necessidades humanas;
Limitar normativamente essas necessidades;
Implica em alguma forma de violação da condição natural do homem. Por exemplo: paletó e gravata são incompatíveis com clima quente; privar-se de boa alimentação em prol da ostentação de um símbolo de prestígio, como um automóvel; pressão social para que tanto homens quanto mulheres atinjam o ideal de beleza física.
O que é belo numa sociedade poderá ser feio em outro contexto cultural; e a maneira como uma sociedade sobrepõem-se sobra as outras.
A indústria cultural é eficiente em transformar tudo em negócio, em produto de bens de consumo. Ela invade todos os setores da sociedade (musica futebol, jornalismo, etc.). Nada escapa a sua visão mercantilista. Nem mesmo a fé ou religiosidade escapam das suas artimanhas. Aproveitando da devoção dos fieis, a indústria cultural não hesita em investir nesse mercado consumidor. Divinizando personagens e artigos religiosos, captura o indivíduo na sua fragilidade intelectual, emocional e situacional. As peregrinações religiosas e os feriados programados no calendário anual, que a primeira vista aparentam ter a finalidade de criar um espaço para reflexão e proximidades do homem com a Divindade, tratam-se de eventos que têm como plano de fundo finalidades de mercado, ou seja, são fontes de grande lucratividade para indústria cultural. O natal, por exemplo, não trás a concepção religiosa à qual pretendia antes o aniversariante, Jesus Cristo é substituído pela figura do papai Noel, uma personagem implantada no imaginário coletivo e mantida pela indústria cultural. O momento de devoção do período é suplantado pelas gigantescas festas comemorativas (de que?) regadas a champanhe, panetone, fogos de artifícios, etc.

3. Cultura de massa
O termo cultura de massa é utilizado para definir um conjunto de atitudes, ideias e perspectivas que caracterizam o senso, padrões que são compartilhados pela maioria dos indivíduos, independente da renda, instrução, ocupação etc.
Para Orson Camargo; Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – (UNICAMP); Cultura de massa é produto da indústria cultural, tipicamente de sociedades capitalistas; refere-se aspectos superficiais de lazer, gosto artístico e vestuário, segundo ele a indústria cultural está sempre “fabricando” modas e gostos, a cultura de massa só é viável em razão da invenção da comunicação em massa.
No mundo atual tal qual, o conceito kantiano o homem não é livre para escolher seus grupos; consideremos os grupos de profissionais e homens de negócios que moram em uma grande metrópole, por morarem em uma grande metrópole eles podem ser considerados os homens mais livres, ou seja tem o poder de escolher a qual grupo pertencer, qual religião terão ou que estilo musical irão aderir; porém na realidade o fato é bem diferente, cada profissional só pode fazer aquilo que é subordinado a sua classe profissional e as escolhas; religiosas e empíricas já são pré-definidas pelo primeiro grupo social a família (Cohen. 1978 p. 112).
Temos outros fatores externos que definem as culturas de massa  e o consumismo um bom exemplo são as telenovelas brasileiras e os chamados "enlatados americanos" os filmes trazem um  certo culto aos atores e as grandes produções hollywoodianas.
O culto dos astros do cinema tem como complemento da celebridade o mecanismo social que nivela tudo o que chama a atenção. Os astros são apenas os moldes para uma indústria de confecção de dimensões mundiais e para a tesoura da justiça legal e económica, com a qual se eliminam as últimas pontas dos fios de linha (Theodor W. Adorno & Max Horkheimer P.111).
As telenovelas vem moldando o pensamento das massas em relação ao  senso comum, sobre as novas formas de família. Um exemplo disso é foi a novela "Insensato Coração", exibida este ano pela Rede Globo, que apresentou em suas tramas diversas temáticas relacionadas ao Direito de Família, como o reconhecimento de paternidade, relações extraconjugais e homofobia além de promover os produtos de seus patrocinadores nos intervalos comerciais.
Segundo o Código de Defesa do consumidor (CDC) – É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. – Artigo. 37

(omisis) § 2º É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite a violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
Com base nisto; pergunta-se, então: tal espécie de anúncio como o da Sprite supracitado neste trabalho; não estaria a induzir o consumidor a se comportar de forma a comprometer a sua liberdade?
A mídia consumista sempre se preocupou em ensinar a consumir, criou “necessidades” desnecessárias, as quais vêm deturpando crescentemente os valores éticos e morais, sob o argumento de que a não satisfação das mesmas acaba por gerar exclusão social. Para Hasson Sayeg (2004: P. 6):
O aparecimento dessas necessidades vinculadas à integração social coage o seu portador a satisfazê-las, sob pena de, alternada ou cumulativamente, não ter acesso a bens necessários a sua própria subsistência, suportar prejuízo na sua qualidade de vida ou sofrer exclusão social.
Consequentemente, a não satisfação de suas necessidades importa ao consumidor constrangimento e infelicidade, sendo, para determinadas pessoas ou em alguns casos, tão intensos que, por vezes, levam os mais fracos de caráter ou os desesperados à prática de atos impensados ou delituosos.
Com o advento das tecnologias de comunicação em massa (jornal, rádio, televisão, internet), e de uma nova ordem mundial configurada em meados do século XX, a cultura de massa desenvolveu-se a ponto de encobrir os outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. Antes, falava-se em cultura popular, contrariamente à cultura erudita das classes elitistas; em cultura nacional como constituinte da identidade de um povo; em cultura clássica como conjunto historicamente definido de valores morais e estéticos; e certo número de culturas que, juntas e interagindo, formavam identidades diferenciadas das populações.
A chegada da cultura de massa, entretanto, acaba por submeter as demais "culturas" a um conceito homogêneo e submisso. Essa nova cultura está diretamente ligada ao poder econômico do capital industrial e financeiro, pois tem porte global.
A massificação cultural ocasionou em uma repressão às demais formas de cultura, de forma que os valores prezados se tornaram apenas aqueles compartilhados pela massa.
Os conceitos de “popular” e “popularizado” são completamente distintos se analisados no contexto da indústria cultural, além de completamente independentes, quando inseridos na indústria da cultura, visto que a intensidade da difusão de um bem cultural não depende mais de sua classe de origem para ter aceitação de outra. A cultura de massa leva as pessoas a um nível de consumistas, livres para consumir o que desejarem seguindo a lógica iluminista. Sendo assim, há a possibilidade de encontrar o “popular” (produto da cultura popular) que não seja popularizado.
A televisão é um dos meios de comunicação com maior poder de alienação da indústria cultural nacional, onde na maioria das vezes são levados ao ar programas que não levam o espectador a refletir, no entanto o levam para um mundo utópico, fazendo-o sair da realidade, do seu cotidiano. As novelas são um grande exemplo disso, já que levam o público a desejar coisas materiais que estão acima de suas condições e totalmente fora da sua realidade.
Diante desta problemática criada pelo consumo desenfreado de bens e produtos e sabendo-se que este consumo é passível de provocar desfechos ainda mais graves, a ponto de gerar ilícitos penais. Indaga-se, então: como pode o consumidor exigir seus direitos quando ao mesmo tempo viola regras de cidadania? Como é possível invocar expressões como direitos trans. individuais e direitos difusos, se ele próprio degrada o meio-ambiente, um bem jurídico cuja preservação se destina a garantir sua fruição pelas futuras gerações? Qual é a intervenção mais eficaz para conter o massacre publicitário?
García Canclini (2004), em conferência na 4a. Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, afirmou estar à juventude influenciada pela “cultura do instantâneo”, assinalando, ainda, que a cultura no mundo continua sendo fabricada pelos EUA, em que pese o crescimento da produção cultural e da mídia em diversos países.
No Brasil a cultura de consumo é cópia fiel do modelo americano com uma mídia televisiva que nada tem de oferecer de relevante, principalmente para as crianças.
Outra característica marcante da publicidade, na dicção de Miguel Reale, diz respeito à forma como a mesma é apresentada, ou seja, aos berros, remontando nossa péssima tradição radialista. Outro traço interessante é que esse tipo de publicidade geralmente é direcionado às camadas mais populares da sociedade, pois é possível notar, em relação à classe mais alta, que a publicidade de produtos a elas destinados é mais sutil e, relativamente à classe A, sequer existe publicidade de produtos, posto que se mostrem como consumidores diferenciados, cuja qualidade dos produtos até mesmo dispensa apresentações.
Numa sociedade que sabiamente impõe limites à superabundância que a ameaça, tudo o que é recomendado a todos por outras pessoas merece desconfiança. A advertência contra a publicidade comercial, que chama a atenção para o facto de que nenhuma firma dá nada de graça, vale em toda parte e, depois da moderna fusão do mundo dos negócios com a política, vale sobretudo para esta. Quanto maiores os elogios, menor a qualidade; diferentemente de um Rolls-Royce, o Volkswagen depende, da publicidade (Theodor W. Adorno & Max Horkheimer P.119).
Isso nada mais é do que a prova cabal de como a publicidade se vale do nível cultural das diferentes classes de consumidores, e é por isso que a educação para o consumo deve se fazer mais presente do que nunca nesse mundo globalizado, dominado pela tecnoestrutura.
Só o consumidor esclarecido saberá evitar produtos e serviços prejudiciais à sociedade, como os que utilizam mão-de-obra infantil ou que ameaçam o meio ambiente. Ele poderá, então, usar o seu poder de compra não apenas para garantir a qualidade dos produtos e serviços, mas, principalmente, para redirecionar os investimentos privados de forma a garantir mais qualidade de vida para todos29.
Uma sociedade, onde as liberdades individuais hão de ser mitigadas a fim de que se estabeleça um denominador comum de convívio sadio.
Ives Gandra da Silva Martins Filho assevera:
Para fundamentar qualquer teoria social, é peça de fundamental importância o Princípio do Bem Comum. Ao contrário do que se possa pensar, não é um princípio meramente formal ou demasiadamente genérico e teórico, sem conteúdo determinado, mas um princípio objetivo, que decorre da natureza das coisas e possui inúmeras consequências práticas para o convívio social.
Um dos grandes problemas que a sociedade vivencia, na seara ética, reside, como já explanado anteriormente, na assimilação das informações que nos são passadas. O indivíduo sabe que atitudes devem ser observadas no dia a dia para que se logre êxito na construção de uma sociedade mais justa, porém lhe falta a prática ou abstenção desses atos.
Aristóteles, em sua Ética a Nicômacos, norteia as gerações futuras enfatizando que: As coisas que temos de aprender antes de fazer aprendemo-las fazendo-as – por exemplo, os homens se tornam construtores construindo, e se tornam citaristas tocando cítara, da mesma forma, tornamo-nos justos praticando atos justos, moderados agindo moderadamente, e corajosos agindo corajosamente.
Diante disso, basta ressaltar que somente a educação poderia solucionar a questão exposta, pois ela, seria a única forma de despertar a consciência ética a fim de garantir a sobrevivência da tecnoestrutura da sociedade; levando em consideração que o público não é monopólio do Estado. De que existem políticas públicas e/ou ações públicas que não devem ser feitas pelo Estado, não porque o Estado esteja se descompromissando ou renunciando a cumprir o seu papel constitucional e nem porque o Estado esteja terceirizando suas responsabilidades, ou seja, não por razões, diretas ou inversas, de Estado, mas por “razões de Sociedade”.
Por outro lado  Lipovetsky utiliza os conceitos estruturadores na moda como ponto de partida para a formulação de valores que formatam toda a sociedade. “A moda muda incessantemente, mas nem tudo nela muda. As modificações rápidas dizem respeito sobretudo aos ornamentos e aos acessórios, às sutilezas dos enfeites e das amplitudes, enquanto a estrutura do vestuário e as formas gerais são muito mais estáveis. A mudança de moda atinge antes de tudo os elementos mais superficiais...” (HARVEY. 1996). No capítulo III –”Cultura à moda mídia”-, da segunda parte do seu livro, a análise da sociedade contemporânea sobre a ótica dos princípios que orientam a abordagem histórica: “Toda a cultura massa-midiática tornou-se uma formidável máquina comandada pela lei da renovação acelerada, do sucesso efêmero, da sedução, da diferença marginal. A uma indústria cultural que se organiza sob o princípio soberano da novidade corresponde um consumo excepcionalmente instável; mais que em toda parte reina aí a inconstância e a imprevisibilidade dos gostos: nos anos 1950, o tempo médio de exploração de um longa-metragem era de cerca de cinco anos, agora é de um ano; o ciclo de vida médio de um sucesso musical oscila hoje entre três e seis meses...”



















CONCLUSÃO

Por todo o extrato da pesquisa realizada, concluímos que a cultura de consumo de massas tem demonstrado ser um verdadeiro “câncer” para a sociedade.
Embora se tente somar esforços para a difusão de informações visando a conscientização da população acerca dos benefícios do consumo sustentável, a mesma ainda carece do sentimento ético indispensável a tal empreitada, sem distinção de classe social e de nível de instrução.
Daí se extrai a dificuldade de tutela das relações de consumo numa perspectiva global, vez que insertos, aí, aspectos legais, portanto passíveis de regulação, mas também éticos, dependentes de auto regulação por cada indivíduo componente do seio social.
Dentre as propostas a liquidar a cultura do material, em detrimento do moral, o moderno binômio Estado/sociedade civil talvez seja o mais promissor e eficaz para tanto. Neste trabalho explicamos sobre o contexto de antropologia social  e as transformações da sociedade, contextualizamos como a mídia é empregada para gerar uma cultura de massa; explanando seu poder de penetração e influência na sociedade, vimos que a TV aberta, que é o foco dessas reflexões e analisamos a relação entre a mídia, indústria cultural e a difusão de valores, além de refletirmos sobre como a cultura  de massa e o capitalismo tem molda os padrões da sociedade, analisando o consumo sob uma perspectiva global e dentro da realidade brasileira; com rara felicidade, Fábio Konder Comparato vaticinou:

“O combate decisivo será travado não por meios militares nem mesmo, como vulgarmente se pensa, no campo econômico, mas no terreno das idéias, dos valores e das justificações éticas. Dominador nenhum, em nenhum momento da história, sobreviveu sem alimentar nos súditos o sentimento da legitimidade do seu mando ou, pelo menos, da inutilidade da revolta. ‘O forte’, disse lucidamente Rousseau, ‘não é nunca bastante forte para estar sempre no poder se não faz de sua força um direito e, da obediência, um dever’".

Não temos o objetivo de ditar regras e sim abrir espaço para novos debates sobre o tema, fazendo-nos refletir sobre os rumos da sociedade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ARISTOTELES. Ética a Nicômacos.
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HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Edições Loyola, 1996, p. 31-35
JEFFERSON, Thomas. The Political Writings of Thomas Jefferson. Coleção Os Pensadores, vol. XXIX, São Paulo: Abril Cultural, 1973.
LANE, John. Revista Vida Simples / março de 2005, ed. nº 26, pág. 54.
LIMA, Rogério Medeiros Garcia de. O Direito Administrativo e o Poder Judiciário. Belo Horizonte: Del Rey, 2002.
REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. 8a. ed. São Paulo: Saraiva, 1981.
REALE JÚNIOR, Migue. Juízes sob Controle. Entrevista concedida à Revista Época em abr. 2005. Disponível em: http://www.epoca.com.br. Acesso em: 22 nov. 2005.
RÊGO, Werson. O Código de Defesa do Consumidor e os Negócios Jurídicos Imobiliários. Rio de Janeiro: Forense, 2002
ROBINSON, Joan. Liberdade e Necessidade. Rio de Janeiro: Zahar Editores: 1971
SAYEG, Ricardo Hasson. O Contexto Histórico da Defesa do Consumidor em Face do Abuso de Poder Econômico e sua Importância. Revista de Direito Internacional e Econômico. Ano II – nº 07 – abr, maio, jun/2004.
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 14a. ed. São Paulo: Malheiros, 1997.
Theodor W. Adorno & Max Horkheimer. Dialética Do Esclarecimento Fragmentos Filosóficos 1947 (Dialektik der ufklärung  - Philosophische Fragmente). O Direito Administrativo e o Poder Judiciário. Belo Horizonte: Del Rey, 2002, pág.38.
Apud Arruda Alvim. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003, pág. 31.
http://www.brasilescola.com/sociologia/cultura-1.htm/acesso em 27.04.2014

NOTAS DE RODAPÉ EM ORDEM CRONOLÓGICA.
 http://www.brasilescola.com/sociologia/cultura-1.htm/acesso em 27.04.2014
2 LIMA, Rogério Medeiros Garcia de. O Direito Administrativo e o Poder Judiciário. Belo Horizonte: Del Rey, 2002.
3Citado por Joan Robinson em seu livro Liberdade e Necessidade - Rio de Janeiro: Zahar Editores: 1971, pág. 89.
4 PAZZINATO, Alceu Luiz; SENIZE, Maria Helena Valente. História Moderna e Contemporânea. SãoPaulo: Ática, 1997.
5 SANDEL. Michael J. Justiça – O que é fazer a coisa certa. Rio de janeiro.2013 P.140
6 REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. 8a. ed. São Paulo: Saraiva, 1981.
7THEODOR W. Adorno & Max Horkheimer. Dialética Do Esclarecimento Fragmentos Filosóficos 1947 (Dialektik der ufklärung  - Philosophische Fragmente) p.111.
8 COHEN, Abner. O homem bidimensional: A Antropologia do Poder e o simbolismo em sociedades complexas. Rio de Janeiro. Ed. Zahar. 1978. P. 111
92 The Political Writings of Thomas Jefferson. Coleção Os Pensadores, vol. XXIX, São Paulo: Abril Cultural, 1973, pág.12.
10 Revista vida simples / março de 2005, ed. nº 26, pág. 54
11LIMA, Rogério Medeiros Garcia de. O Direito Administrativo e o Poder Judiciário. Belo Horizonte: Del Rey, 2002. P31
12COHEN, Abner. O homem bidimensional: A Antropologia do Poder e o simbolismo em sociedades complexas. Rio de Janeiro. Ed. Zahar. 1978. P. 112.
13THEODOR W. Adorno & Max Horkheimer. Dialética Do Esclarecimento Fragmentos Filosóficos 1947 (Dialektik der ufklärung  - Philosophische Fragmente)111.
14Em debate na 1a. turma da pós-graduação em Direito do Consumidor da Universidade Estácio de Sá de Juiz de Fora-MG, o professor e magistrado do TJRJ, Werson Rêgo, se posicionou no sentido de que tal publicidade não feria o dispositivo ora em comento, haja vista a circunstância em que a publicidade geralmente se apresentava (manobras realizadas em local afastado da área urbana e, portanto, não oferecendo risco à segurança pública). Data venia, discordamos de tal posicionamento, e preferimos nos filiar à doutrina do eminente prof. José Geraldo Brito Filomeno que, lecionando para a mesma turma, quando questionado sobre o assunto, entendeu tal publicidade como atentatória à segurança do consumidor, uma vez que o dispositivo não fala em perigo à segurança coletiva, mas do próprio consumidor, pouco importando se este se encontre no meio de um deserto, ou em uma avenida movimentada.
15Op. Cit., pág 6.
16In www.midiativa.tv.
17 O Princípio ético do bem comum e a concepção jurídica do interesse público. Inwww.jusnavigandi.com.br./acesso em 27.04.2014
18ARISTOTELES ética a Nicômacos.
 LIPOVETSKY. in (HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Edições Loyola, 1996, p. 31-35).
 (op. cit., p. 205)


Este foi um trabalho feito pelos alunos de meu grupo de Direito da faculdade Drummoind,

ACE COMBAT 5 DETONADO





Missão 1: Shorebirds

Nessa primeira missão vc vai seguir um avião não
identificado, um SR-71, depois vai aparecer mais 4
caças vindo do oeste do mapa, espere a permissão e
destrua as aeronaves, e mais um grupo de caças vai
aparecer, repita o mesmo para completar a missão.

Missão 2: Open War

Nessa missão vc não deve atingir o navio, acerte os 8
aviões desconhecidos, destruindo os aviões mais caças
vão aparecer. Destrua os caças para completar a
missão.

Missão 3: Narrow Margin

Nesta missão, com um caça a menos, vc deve ajudar o
porta-aviões Kestrel a sair do porto, destrua os caças
A-6E e F-5E que aparecerem, na segunda parte, longe do
porto haverá navios de guerra (Destroies e Fragratas)
e mais caças, continue protegendo o porta-aviões até
que cheguem num ponto do mapa para concluir a missão.

Missão 4: First Flight

A base aérea Sand Island esta sob ataque, destrua
todos os caças, os bombardeiros (B-1B) são seus alvos
principais dessa missão (eles estão marcados com a
sigla TGT em vermelho, no radar e marcado por um
circulo ao redor do ponto ou seta). Depois de
destruido, uma animação vai mostrar um outro caça
querendo decolar para ajudar. Agora vc deve
protegê-lo, depois da decolagem mais caças e mais 3
bombardeiros vão aparecer, destrua os caças primeiro
para ter mais pontos.

Missão 5: Rendezudus

Obs.: Antes de realizar esta missão vc poderá comprar
caças necessários para cada missão, em cada missão
vamos dizer quais caças serão utilizados nessas
missões.

Nessa missão vc poderá usar o F-5E para realizar esta
missão.

Vc vai proteger 3 porta-aviões: Vulture, Buzzard e
Kestrel. Vão aparecer bastantes caças: Harrier e
F-35C, depois de destruí-los um grupo de F-35C vão
atacar os porta-aviões com míssil de longo alcance,
acabem com esses caças e uma animação de um míssil
balístico atacando, e uma explosão surgirá em sua
frente, agora vc deve subir com seu caça a uma altura
de 5000 (no lado direito da tela mostra a sua
altitude) para não ser atingido pela explosão.

Missão 6: White Bird (Part 1)

Como está missão não é possível comprar e/ou escolher
outro caça, vai utilizar o mesmo caça usado na missão
anterior.

Nesta missão vc deve proteger o SSTO dos tanques que
caem de pára-quedas dos C-130, esses tanques são sua
prioridade. Depois de destruir os tanques, aviões
bombardeiros (B-2) estarão lançando mísseis em direção
ao SSTO, vc pode destruir os mísseis ou destruir os
B-2, isso fica a seu critério. Basta proteger o SSTO
até completar o lançamento

Missão 7: Front Line

Se vc comprou o F/A-18C, vai ser de grande ajuda nesta
missão, à maioria de alvos nesta missão vai ser
barcos, os Hovercraft, Landing Ships e Fragites,
haverá helicópteros AH-64 como alvos tbm. Depois de
destruir uma quantidade razoável de alvos, virá um
aviso de um lançamento de um míssil apartir de um
submarino chamado Scinfaxi, agora vc deve ficar
atento, quando surgir uma contagem (Uma mensagem deve
aparecer na parte superior da tela. Ex: "10 seconds to
impact" na versão Americana) suba numa atitude de 5000
ou acima disso, depois da explosão continue destruindo
alvos até uma cena do Scinfaxi subindo para a
superfície, vc deve destruir o Launcher primeiro para
evitar problemas, o resto fica a seu critério.



Missão 8: Handful of Hope

Aqui vc deverá ajudar um avião de transporte a passar
por uma área que parece um campo minado, guie o
transporte por entre os círculos e evite passa-lo por
dentro dos círculos ou encosta-los, depois, virão
caças pelo norte para atacar o transporte, defenda o
transporte até que apareçam alvos terrestres, agora o
transporte vai realizar uma aterrisagem de emergência,
destrua os alvos que aparecerem até completar a
missão.

Missão 9: Lit Fuse

Se tiver créditos suficientes para comprar pelo menos
dois A-10A será de grande ajuda nesta missão.

Aqui vc de ajudar 4 infantarias a invadir a fortaleza,
a maioria dos alvos são terrestres (Bunkers), é sua
prioridade destruir esses alvos, vão aparecer
helicópteros (AH-64) e outros caças (A-10A e F-4K). Os
alvos principais (Bunkers) são mostrados por um
quadrado no mapa. Destrua esses alvos, pois é sua
prioridade para concluir a missão.

Missão 10: Blind Spot

?Obs.?: Nesta missão vc vai determinar qual vai ser a
missão de numero 11, logo de começo vai surgir uma
pergunta, respondendo ??Yes?? as missões vai ser
?Chain Reaction ?? e? Powder Keg? respondendo "No" as
missões vai ser? Reprisal? e? Four Horsemen?, ambas
não afetarão o final do jogo, mas habilitar um caça
diferente, jogando nas missões 11A e 12A vai habilitar
o F-15C, e jogando nas missões 11B e 12B vai habilitar
o Su-27.

Nessa missão vc pode utilizar o Mirage-2000 ou F-20A
(p/ habilitar esse caça deverá completar a barra de
skill do F-5E) ou outro caça que tenha pelo menos a
Sp. Weapon SAAM.

Seu objetivo é interceptar e destruir um comboio de
aviões de transporte antes que saiam da zona de
batalha, logo no primeiro grupo vc vai avistar dois
aviões, mas vai ocorrer uma interferência e vão
aparecer vários alvos, espere um de seus pilotos vai
falar que há "Jammers craft? e localize 4 E-747, são
eles que estão causando essas interferências, depois
de ter destruído o jammer aircraft, destruas os
transportes antes que saiam do mapa.

Missão 11A: Chain Reaction

Como está missão não é possível comprar e/ou escolher
outro caça, vai utilizar o mesmo caça usado na missão
anterior.

O aeroporto esta sob ataque, destrua dois F-14B nas
proximidades e um grupo de F/A-18E ao oeste do mapa,
depois de destruir esse grupo, tanques vão aparecer na
pista atacando o aeroporto, e mais caças também,
destrua todos os alvos para completar a missão.

Missão 12A: Powder Keg

Utilize caças do tipo bombardeiro nesta missão, o
Tornado GR1 vai ser útil nesta missão, caças que tiver
Sp. Weapon UGB ou UGBL tb são bem vindos.

Seu objetivo de destruir túneis de aceso aos depósitos
de armas, para acertar esses túneis, deverá acertar de
frente para destruí-los, cuidado com os mísseis que
aparecem na selva para acertar o seu caça, se utilizar
o Tornado GR1 ou A-6, ou outro caça que tenha UGB como
Sp. Weapon basta mira no túnel.

Missão 11B: Reprisal

Como está missão não é possível comprar e/ou escolher
outro caça, vai utilizar outro caça para realizar esta
missão.

Abordo de um Mirage-2000D, vc deve neutralizar os
gases espalhados pela cidade, esses alvos não aparecem
no radar, terá que localizar visivelmente, utilize o
Sp. Weapon para neutralizar esses gases, basta
joga-los na raiz do gás, depois da neutralização,
haverá uma perseguição de carro, acompanhe o caminhão
até a ponte e helicópteros (AH-64) vão aparecer,
utilize a metralhadora para derrubar os helicópteros e
concluir a missão.

Missão 12B: Four Horsemen

Vai haver um pouco de dificuldade para realizar esta
missão.

Vc deve desativar os radares para invadir uma
instalação militar, mas para chegar ao objetivo vc
deve destruir esses radares com sincronismo, deve
atirar ao mesmo tempo junto com os seus companheiros,
esteja próximo do alvo até a contagem, no começo vai
ser difícil, mas com pratica irá realizar essa missão
sem problemas, feita essa parte destrua os alvos
indicados para terminar esta missão.

Missão 13: Demons of Razgriz

Escolha um caça adequado p/ realizar esta missão, use
2 F/A-18C Hornet e 2 Mirage-2000 se necessário.

Vc deve se aproximar numa frota de submarinos, voe
numa atitude abaixo de 1000 para não ser detectado,
chegando vc tem 1 minuto para atacar o submarino
Hrinfaxi antes de submergir, depois de ter acertando
ele, aguarde ele subir para atacar, ele ficará subindo
e descendo, quando ele não descer mais ele irá atacar
com mísseis de impacto, nessa parte fique atento na
contagem, quando começar a contagem suba a 5000 de
atura para escapar da explosão, continue atacando até
destruir o submarino.

Missão 14: Ice Cage

A maioria dos alvos desta missão são caças, use um
grupo de 2 Mirage-2000 e 2 F-15C, se liberou o Su-27,
vai precisar dele.

Aqui vc vai ajudar um esquadrão de resgate ?Sea
Goblin? a chegar a um acampamento, primeiramente vc
deve eliminar caças em certos pontos do mapa, os caças
que vai encontrar são Su-27, F-16E 360 e Tornado F3,
vá procurando até eliminar todos, logo vai aparecer o
helicóptero e uma fila de AA gun's e SAM's, destrua
todos para evitar que derrubem o helicóptero, quando o
helicóptero se aproximar do acampamento, mais SAM's e
AA gun's vão aparecer, destrua todos e espere uma
animação de um de seus pilotos sendo abatido, siga o
helicóptero até ele cair para encerrar a missão.

Missão 15: White Noise

Obs.: Nesta missão vc vai determinar qual vai ser a
missão de numero 16, no final da missão vai surgir uma
pergunta, respondendo ''Yes'' a missão vai ser ?Desert
Arrow'', respondendo "No" a missão vai ser? Desert
Lightning?, ambas não afetarão o final do jogo, mas
habilitar um caça diferente, jogando na missão 16A vai
habilitar o F-35C, e jogando na missão 16B vai
habilitar o RAFALE M e YF-23A Black Windom ll.

Aqui vc deve encontrar o piloto que foi abatido na
missão anterior, haverá uma espécie de localizador na
parte de cima da tela, tente captar o sinal mais
forte, quando chegar próximo do piloto, um jammer
craft vai aparecer para atrapalhar o sinal, destrua
ele imediatamente para que o sinal volte, depois de te
localizado o piloto, cubra o helicóptero (CH-47) do
esquadrão ?Sea goblin? para que não seja derrubado
antes que chegue ao local do resgate.

Missão 16A: Desert Arrow

Utilize os caças que tenham Sp. Weapon SAAM, os mais
recomendados são: F-15C, Su-27, Mirage 2000, F-14A e
Mig-31.

Aqui vc vai oferecer suporte para dois grupos: o
esquadrão de bombardeiros e o 1° batalhão de tanques.
Vc deve destruir qualquer caça inimigo que ameaçar uma
das equipes, até fazer 10000 ptos. , depois continue
destruindo os alvos até esgotar o tempo, e logo um
grupo de aviões vai aparecer ao sul, destrua os alvos
indicados para concluir a missão.

Missão 16B: Desert Lightning

Utilize caças com Sp. Weapon UGB, UGBL, XAGM, LASM ou
LAGM. Os mais recomendados são: A-10A, A-6E e F/A-18C.
Um ou dois aéreos como Mir-2000 será bem vindo.

Aqui vc vai proteger dois batalhões de tanques, eles
vão solicitar suporte o tempo inteiro, destrua
qualquer alvo que venha comprometer a missão até
completar 10000 ptos., depois continue atacando até
esgotar o tempo para aparecer o Battleship ao noroeste
do mapa, destrua ele e a Fragete para encerrar a
missão.

Missão 17: Journey Home

Todos os alvos dessa missão são aéreos. Utilize os
caças que tenham Sp. Weapon SAAM, XAAM e QAAM, os mais
recomendados são: F-15C, TYPHOON, Su-27, Mirage 2000,
F-14A, Mig-31 e YF-23A.

No começo vc vai realizar um show aéreo sobre o
estádio, depois da cena, vão aparecer vários caças e
surgirá uma contagem, para a chegada de reforços, mas
quando só resta 1 minuto, um esquadrão nomeado de
"8492" vai cancelar a ajuda, nesse momento aguarde
aparecer um esquadrão de bombardeiros stealth (F-117),
destrua esses alvos.
Depois de destruídos, aguarde uma cena de um caça
caindo no meio do estádio, e logo mais caças vão
aparecer, e espere até um esquadrão amigo aparecer
para terminar a missão.

Missão 18: Fortress

Como nesta missão vc vai com um piloto a menos, deve
tomar o extremo cuidado, os caças recomendados para
essa missão são: Su-47, F-117 e RAFALE M (caso tenha
feito a missão 16A, no lugar do RAFALE M, use o
F-35C).

Aqui vc vai ajudar um batalhão a invadir e capturá uma
fortaleza, a maioria dos alvos são terrestres, mas vão
aparecer caças para complicar, destrua qualquer alvo
que venha a comprometer a missão.

Missão 18+: 8492

Como está missão não é possível comprar e/ou escolher
outro caça, vai utilizar o mesmo caça usado na missão
anterior.

Nesta missão, vc e seus pilotos serão escoltados para
a base pelo esquadrão 8492, mas algo sai de errado, vc
e seus pilotos acabam de entrar numa cilada, agora
siga para leste até uma linha branca para sair da zona
de batalha e voltar à base.

Missão 19: Final Option

Como está missão não é possível comprar e/ou escolher
outro caça, vai utilizar outro caça para realizar esta
missão.

Nesta missão vc deve seguir outro caça (Pops) e manter
em baixa altitude, para evitar ser atingido. No
caminho vai haver duas cavernas onde vc será obrigado
a passar, não saia da cola do caça a sua frente,
depois da ultima caverna, suba novamente e um outro
caça vai aparecer para derrubar vc e os outros
pilotos.

Missão 20: Ancient Wall

Para realizar esta missão, vc só escolherá caças
baseado nos modelos usado nos porta-aviões. Esses
caças são: A-6E Intruder, F-14A Tomcat, F-35C, F/A-18C
Hornet e RAFALE M (Se vc não comprou o F-14A Tomcat
até agora, vc vai ganhar 4 dele na faixa).

Aqui vc vai ajudar o esquadrão de resgate ?Sea Goblin?
(de novo), onde vão resgatar o presidente de Osea, que
esta sendo prisioneiro no castelo, voe até o castelo e
destrua as defesas e aguarde o helicóptero pousar no
castelo, logo tanques, AA guns e SAM's vão aparecer, e
caças tb, mas e preferível que de atenção aos alvos
terrestres, continue atacando até uma cena surgir,
agora vc deve destruir a parede do castelo para que o
helicóptero possa pegar a equipe e sair da li o mais
rápido possível para completar a missão.

Missão 21: Solitaire

Nesta missão vc deve utilizar um caça que tenha uma
ótima mobilidade, o Su-47 é o mais recomendado, mas tb
tem o HAWK, pois sua mobilidade é quase perfeito para
realizar esta missão.

Vc voará sozinho nesta missão, aqui vc vai realizar
uma missão de reconhecimento, onde deverá fotografar
três alvos, mas há um porem, para chegar ao local
deverá passar pelo radar em baixa altitude (ou seja,
vc vai ter que passar pelo radar quase ralando no
chão). Chegando ao local, tente tirar uma foto com os
três alvos junto, depois da animação vc vai tira uma
foto de 2 caças, já terminado o reconhecimento, voe
para oeste o mais rápido possível até a linha branca
para terminar a missão.

Missão 22: Closuse

Utilize caças do tipo bombardeiro para realizar a
missão, os recomendados são: A-10A, A-6E e F-117.

Com o seu esquadrão, voe ao norte e vá destruindo os
alvos que aparecer, até chegar a um morro (ou
montanha) e logo uma animação, depois surgirá um alvo
no morro (ou montanha, sei lá), fique acertando até
destruí-lo.

Missão 23: Ghosts of Razgriz

Utilize caças que tenha uma ótima mobilidade, os caças
recomendados são: Su-47 e F/A-22A.

Vcs vão ajudar um grupo que está num esconderijo, vcs
vão voa dentro de um desfiladeiro, vc deve manter
abaixo do desfiladeiro para evitar de ser atingido
pelos mísseis, destrua os helicópteros (CH-47 e AH-64)
e os Gunboat que estão dentro do desfiladeiro. Depois
de destruídos vai aparecer o esquadrão Ofnir, com 4
Su-35, eles vão dar um pouco de trabalho, mas basta 2
mísseis para derrubar esses caças.

Missão 24: White Bird (Part 2)

Todos os alvos dessa missão são aéreos. Utilize os
caças que tenham Sp. Weapon SAAM, XAAM e QAAM, os mais
recomendados são: YF-23A, Su-47 e F/A-22A.

Sua missão é destruir o Akibird, no começo acerte o
Akibird e aguarde ele lançar os UAV, destrua os dois
Launcher, evite o laser para evitar danos, quando ele
usar o laser, fique acima do Akibird e depois tente
destruir o laser para evitar problemas, depois de um
tempo, ele irá acionar os propulsores, destrua a todo
custo os dois propulsores antes que o Akibird saia do
mapa, logo ele vai acionar as armas na parte de cima,
destrua e logo mais dois propulsores serão acionado,
destrua esses propulsores e aguarde o acionamento do
ultimo propulsor e destrua ele para terminar a missão.

Missão 25: Heartbreak One

Vc pode utilizar à mesma frota da missão anterior para
realizar esta missão.

Aqui vc vai proteger Capitão Bartlet (Heartbreak One)
a chegar a uma base da força aérea, no decorrer do
percurso, haverá dois caminhos para seguir: o caminho
longo e um atalho. O caminho longo, aparece poucos
inimigos, já o atalho, a grande chance de vir bastante
inimigos, escolha os caminhos que achar necessário,
quando chegar a um posto de vigia, destrua o portão
(Check point) para que os veículos possam seguir em
frente. Quando chegar ao portão da pista de pouso, vão
aparecer tanques e trincheiras (Pillbox) destruam eles
no portão e um grupo de tanques na pista, aguarde a
decolagem, e logo uma animação do esquadrão 8492nd,
que na verdade e o esquadrão Grabacr, abordo de 4
F-15S/MTD, tome muito cuidado ao tentar derrubar esses
caças, eles são bem ágeis.

Missão 26: Sea of Chaos

Para realizar esta missão, vc só escolherá caças
baseado nos modelos usado nos porta-aviões. Esses
caças são: A-6E Intruder, F-14A Tomcat, F-35C, F/A-18C
Hornet e RAFALE M.

Uma grande frota de navios de guerra estão se
aproximando do porta-aviões Kestel e sua frota, vc
deve proteger o porta-aviões e mais três navios que
abandonou a frota inimiga, depois de um tempo (ou
depois de destruir uma parte da frota) vai aparecer à
frota de Osea, mas não como ajuda, e sim como inimigo,
destrua essa frota e os alvos restantes para terminar
a missão.

Missão 27: Aces

Considerando que esteja no porta-aviões, vc poderá
escolher qualquer caça para realizar esta missão, os
caças recomendados para esta missão são: Su-47 e
F/A-22A (eles são os únicos com poder de fogo
suficiente para realizar esta missão.).

Depois da animação e da explicação da missão, destrua
alguns tanques, logo destrua as Gun Tower (esses deve
ter um pouco de atenção, por causa dos mísseis que ele
lança), já destruído aguarde a aparição dos pillbox
para poder destruir, aguarde a animação de um túnel e
aguarde novas instruções. Já passado às instruções,
aguarde a abertura do túnel e entre, vc deve acertar
um alvo numa galeria (core) dispare dois mísseis no
alvo para que o portão adiante possa abrir, depois do
longo túnel, na próxima galeria, as portas começarão a
fechar, voe com cuidado para sair do local o mais
rápido possível.

Missão 27+: The Unsung War

Como está missão não é possível comprar e/ou escolher
outro caça, vai utilizar o mesmo caça usado na missão
anterior.

Esta é a ultima missão, voe até o extremo noroeste do
mapa ate o local indicado no mapa, vc tem 5 minutos
para chegar lá, naquele lugar o SOLG (um satélite
militar) estará numa atitude que possibilita acertar e
destruí-lo, quando chegar a certo ponto, o AWES Oka
nieiba vai avisar que novos inimigos apareceram no
mapa, são os esquadrões Ofnir e Grabacr, abordo de
S-32, vc pode tentar destruí-los, mas só vai atrasa
vc, quando estiver no ponto, aguarde a contagem chegar
à zero para que o SOLG esteja visível, caso os
esquadrões Ofnir e Grabacr já foram destruídos, deixe
seus pilotos na posição de ataque, para que eles
ataquem o satélite, destrua os 4 alvos do satélite
para terminar a missão final.

Extras

Depois de terminar o jogo, dois modos de jogo vão
aparecer. No Sp. New Game vc vai começar um novo jogo
com os caças que vc havia adiquirido no jogo anterior
na dificuldade que escolher. E o Free Mission, onde
pode jogar qualquer missão e na dificuldade que
escolher. Além de abrir uma outra opção na Galerie,
onde poderá assistir as cenas em CG.